Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Dan Albergotti – Coisas para fazer no ventre da baleia

Meça as paredes. Conte as costelas. Registre os longos dias.Olhe para o céu azul por entre os esguichos. Faça pequenas fogueirascom os cascos partidos dos barcos de pesca. Pratique sinais de fumaça.Ligue para os velhos amigos e escute os ecos de vozes distantes.Organize sua agenda. Sonhe com a praia. Busque por toda jornadapelo pálido brilho…
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Dylan Thomas – E a Morte não terá nenhum Domínio

E a morte não terá nenhum domínio. Nus, os mortos irão se confundir Com o homem no vento e a lua no poente; Quando seus alvos ossos descarnados se tornarem pó, Haverão de brilhar as estrelas em seus pés e cotovelos; Ainda que enlouqueçam, permanecerão lúcidos, Ainda que submersos pelo mar, haverão de ressurgir; Ainda…
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Judith Hemschemeyer — Naquele verão

Naquele verãodepois que você se enforcousem perguntar a ninguém que o amavase eles podiam suportar dei por mim arrastando mangueirasregando cada centímetro desse imenso gramadodia após diaperfeito obcecadaincapaz de deixar mais alguma coisauma única folha de gramamorrer. Trad.: Nelson Santander That Summer That summer after you hanged yourself without asking anyone who loved you if…
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Matthew Olzmann – Carta à pessoa que gravou suas iniciais no mais antigo pinheiro de folha longa da América do Norte

Southern Pines, Carolina do Norte Diga-me como é viver semcuriosidade, sem sentir admiração. Navegarem águas cristalinas, desviando os olhosdos recifes de algas que ondulamabaixo de você, ignorando o cintilardas escamas de sereias no nevoeiro,olhando para o mundo e sentindoapenas tédio. Estarà beira do precipício de algum vale selvagem,as águias circulando, um rebanho de caribustrovejando lá…
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Don Peterson – Compaixão

“Compaixão”, um poema de Don Peterson que transforma o adeus a um animal amado em gesto extremo de ternura, onde a morte se confunde com cuidado e fidelidade.
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Deborah Pope – Passando

Como um carro engatado,uma galinha estúpida demais para perceberque sua cabeça se foi,ou aquele som que não cessamesmo depois do filmeter caído da bobina,um telefonetocando e tocandona casa de onde todosse mudaram,através de salas onde o póse aprofunda em camadas,e o cadeado é desnecessário,assim eu continuo te amando,meu coração claudicando,um músculo entornandoo que não é…
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Wanda Coleman – Uma conversa com meu neto de seis anos de idade

há uma tempestade cósmica sempre que ele está em minha órbita cinco raças em guerra fora do tempo, aprisionadas em um corpo alto e petulante, joelhos e cotovelos ossudos os ensinamentos rigorosamente amorosos da mãe e do pai criam raízes a despeito da engenharia de mídia e da pressão dos amigos. as tiradas insolentes, comentários…
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Maya Angelou – Ainda assim me Levanto

Você pode me inscrever na históriaCom as mentiras amargas que contarVocê pode me arrastar no pó,Ainda assim, como pó, vou me levantar Minha elegância o perturba?Por que você afunda no pesar?Porque eu caminho como se eu tivessePetróleo jorrando na sala de estar Assim como a lua ou o solCom a certeza das ondas no marComo…
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Kenneth Rexroth – Música de Alaúde

A Terra vai durar por muito tempoAntes de finalmente congelar;Os homens nela estarão; receberão nomes,Justificarão seus atos.Já nós estaremos aqui somenteComo componentes químicos —Na verdade, uma pequena franquia.Agora ainda temos uma vida,Corpúsculos, ambições, carícias,Como todos já tiveram um dia —Todas as pessoas brilhantes, as neige d’antan1,“Blithe Helen, white Iope, and the rest,”2Todos os inquietos e…
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Billy Collins – Pardal de Natal

A primeira coisa que ouvi esta manhãfoi um rápido bater de asas, suave, insistente — asas contra o vidro, como pude descobrirlá embaixo, quando vi o pequeno pássaroamotinando-se contra a esquadria de umajanela alta, tentando lançar-se através do enigma do vidro para a vasta luminosidade. Então, um som da garganta do gatoque estava acocorado sobre…