Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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T. S. Eliot – A Terra Desolada

A TERRA DESOLADA 1922 Nam Sibyllam quidem Cumis ego ipse oculis meis vidi in ampulla pendere, et cum illi pueri dicerent: Σίβνλλα τί ϴέλεις; respondebat illa: άπο ϴανεΐν ϴέλω.* A Ezra Paound Il miglior fabbro I. O ENTERRO DOS MORTOS Abril é o mais cruel dos meses, germinando Lilases da terra morta, misturando Memória e…
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Merrit Malloy – Epitáfio

Quando eu morrerDoa o que restar de mimÀs criançasE aos idosos que esperam para morrer. E se precisares chorar,Chora por teu irmãoQue caminha pela rua ao teu lado.E quando precisares de mim,Põe teus braçosEm volta de alguémE dá-lhe o que tens a me oferecer. Quero deixar-te algo,Algo melhorQue palavrasOu sons. Busca por mimNas pessoas que…
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Louise Glück – Outubro

1. É inverno outra vez, faz frio outra vez, Frank não escorregou no gelo, ele não se curou, não se plantaram as sementes da primavera a noite não terminou, o gelo derretido não inundou as calhas estreitas meu corpo não foi resgatado, não era seguro não se formou a cicatriz, invisível sobre a lesão terror…
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T. S. Eliot – A Viagem dos Magos

“Foi um frio que nos colheu Na pior quadra do ano Para uma viagem, e longa era a viagem: Os caminhos enlameados e o tempo adverso Em pleno coração do inverno.” E os camelos escoriados, o casco em chagas, indóceis, Jaziam em meio à neve derretida. Foram momentos em que recordamos Os palácios estivais sobre…
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Mary Oliver – O quarto signo do zodíaco

1. Porque eu deveria ter ficado surpresa? Caçadores percorrem a floresta sem um som. O caçador, armado com seu rifle, a raposa com seus pés de seda, a serpente em seu império de músculos — todos se movem em silêncio, famintos, cuidadosos, atentos. Exatamente como o câncer entrou na floresta do meu corpo, sem um…
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Robert Hayden – Aqueles domingos de inverno

Também aos domingosmeu pai se levantava cedoe se vestia no frio azul escuro,depois, com as mãos rachadas doloridasdo trabalho ao relento durante a semana, fazia o fogo abafado arder. Nunca ninguém lhe agradeceu. Eu acordava e ouvia ofrio se estilhaçando, se partindo.Quando a casa já estava aquecida, ele me chamava,e lentamente eu me levantava e…
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T. E. Hulme – Outono

Um fio de frio na noite outonal —Fui para o quintalE vi a lua rubra inclinar-se sobre o folharalComo um rancheiro de rosto rosado.Não parei para falar, mas dei aval,E ao redor estavam as tristes estrelasCom pálidas faces como crianças da cidade. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e…
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Charles Simic – O dicionário

Talvez haja uma palavra em algum lugarpara descrever o mundo nesta manhã,uma palavra para o jeito como a primeira luzse deleita em perseguir as sombraspelas vitrines e entradas das lojas. Outra palavra para o modo como ela se detémsobre um par de óculos de aros finosque alguém deixou cair na calçadana noite passada e cambaleou…
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Jenny Joseph – Advertência

Quando estiver velha, usarei roxoCom um chapéu vermelho que não combina e que não me cai bem.E torrarei minha aposentadoria em conhaques e luvas de verãoe sandálias de cetim, e direi que não temos dinheiro para manteiga.Sentarei na calçada quando me cansarE provarei amostras nas lojas e tocarei as campainhasE correrei minha bengala pelas grades…
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Marianne Moore – Uma água-viva

Visível, invisível, uma flutuante sedução que uma ametista cor de âmbar habita, se aproximam seus tentáculos, abrem e fecham; você pretendia pega-los e eles tremem; você abandona este intento. Trad.: Nelson Santander A Jelly-Fish Visible, invisible, a fluctuating charm an amber-tinctured amethyst inhabits it, your arm approaches and it opens and it closes; you had…