Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Rebecca Elson – Antídotos para o medo da morte

Às vezes, como antídotoPara o medo da morte,Eu como as estrelas. Nessas noites, deitada de costas,Eu as sorvo da escuridão que as apagaAté estarem todas, todas dentro de mim,Ardentes e pungentes. Às vezes, em vez disso, eu me misturoA um universo ainda jovem,Ainda quente como o sangue: Sem espaço exterior, apenas espaço,A luz de todas…
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Louise Glück – Vésperas (9)

Sua voz se foi agora; mal consigo ouvi-la.Sua voz estrelada é apenas sombra agorae a terra está escura novamentecom suas grandes transformações. E de dia a grama fica parda em alguns pontossob as amplas sombras dos carvalhos.Agora, por toda parte, sou assunto para o silêncio, então está claro que não tenho acesso a você;Não existo…
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Louise Glück – Vésperas: Parousia

Amor da minha vida, vocêEstá perdido e eu souJovem novamente. Alguns anos se passaram.O ar se encheCom música de meninas;No jardim da frenteA macieiraSe cobre de flores. Eu tento reconquista-lo.É esse o propósitoDa escrita.Mas você se foi para sempre.Como nos romances russos, dizendoAlgumas palavras das quais não me lembro – Quão exuberante é o mundo,Quão…
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Louise Glück – Vésperas (7)

Eu sei o que você planejou, o que pretendia ao me ensinara amar o mundo, tornando impossívelvirar completamente as costas, excluí-lo completamente para sempre –está por toda parte; quando fecho os olhos,no canto dos pássaros, no aroma de lilases no início da primavera, no aroma de rosas no verão:você quer arrancar de mim cada flor,…
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Louise Glück – Luz em retirada

Vocês eram como crianças pequenas,sempre esperando por uma história.E eu já havia passado por tudo aquilo muitas vezes;eu estava cansado de contar histórias.Então eu lhes dei papel e lápis.Eu lhes dei canetas feitas de juncos queeu mesmo havia reunido, à tarde, nos densos prados.E lhes disse: escrevam sua própria história. Depois de todos estes anos…
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Louise Glück – Presque Isle

Em cada vida, há um momento ou dois.Em cada vida, um quarto em algum lugar, à beira-mar ou nas montanhas. Sobre a mesa, um prato de damascos. Caroços em um cinzeiro branco. Como todas as imagens, essas foram as condições de um pacto:em seu rosto, o tremor da luz do sol,meu dedo pressionando seus lábios.As…
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Louise Glück – Ipomoea

Qual foi o meu crime em outra vida,como nesta vida meu crimeé a dor, de modo que não me épermitido ascender novamente,nunca em nenhum sentidome é permitido repetir minha vida,ferida no espinheiro, todabeleza terrena um castigotão meu quanto seu —Fonte do meu sofrimento, por quevocê tirou de mimestas flores celestes, salvopara me marcar como partedo…
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Louise Glück – A rosa branca

É esta a terra? Entãoeu não pertenço a este lugar. Quem é você na janela acesa,sombreado agora pelas folhas trêmulasde uma viburnum lantana1?Você pode sobreviver onde eu não durareialém do primeiro verão? Ao longo da noite, os ramos finos da árvoremovem-se e farfalham na janela iluminada.Explique minha vida para mim, você que não faz sinal…
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Louise Glück – Colheita

Entristece-me pensar em vocês no passado — Olhe para vocês, agarrando-se cegamente à terracomo se fossem os vinhedos do paraísoenquanto os campos ardem ao redor — Ah, pequeninos, como são pouco sutis:isso é ao mesmo tempo o dom e o tormento. Se o que temem na morteé uma punição além disso, não precisamtemer a morte:…
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Louise Glück – Escuridão Inicial

Como podem afirmarque a terra deveria me dar alegria? Cada coisanascida é meu fardo; não posso prosperarcom todos vocês. E vocês gostariam de ditar para mim,gostariam de me dizerquem entre vocês é mais valioso,quem mais se assemelha a mim.E apresentam como exemploa vida pura, o desapegoque lutam para alcançar — Como vocês podem me entenderquando…