Categoria: Poema
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Margaret Atwood – Muitíssimo

Muitíssimo É uma antiga palavra perdendo o brilho.Eu queria muitíssimo.Eu desejava muitíssimo.Eu o amava muitíssimo. Eu percorro cautelosamente a calçadapor causa dos meus joelhos feridos,com os quais eu me importo menosdo que você possa imaginarjá que há outras coisas, mais importantes –espere e verá – carregando um café pela metadeem um copo de papel com…
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Juan Vicente Piqueras – Proposta de epitáfio

“Proposta de epitáfio”, um poema de Juan Vicente Piqueras Quando criança, eu era imortal. Adolescente, me rebelei contra o que agora sou. Quando jovem, eu era selvagem. Fiz sofrer e sofri muito mais do que eu queria.
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Robert Frost – Diretriz

Diretriz, um poema de Robert Frost Voltar para isso tudo agora é demais para nós, Voltar para um tempo simplificado pela perda De detalhe, crestado, dissolvido, e fraturado Como uma escultura de mármore de cemitério ao relento
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Javier Salvago – Tesouro divino

A juventude passou.Tudo está bem quando acaba.Não voltaria a ser jovemnem que me pagassem. Começar a andar de novopelo caminho trilhadodos sonhos ilusóriose das verdades vagas? Começar de novocom as velhas batalhase suas velhas feridas?Voltar aos velhos hábitos, à noite, ao inferno,ao gosto pela vidamá? Fazer de tudoo que é comédia um drama? Voltar a…
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Ana Martins Marques – [Você se dá conta]
![Ana Martins Marques – [Você se dá conta]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2020/10/il_fullxfull.1812787194_icon-1.jpg)
Leia “[Você se dá conta]”, de Ana Martins Marques, um poema fascinante sobre tradução, linguagem, leitura e os tradutores que moldam nossa experiência da literatura.
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Elizabeth Jennings – Em memória de alguém que desconheço

“Em memória de alguém que desconheço”, um poema de Elizabeth Jennings
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Nelson Santander – [secos são os homens sem sonhos]
![Nelson Santander – [secos são os homens sem sonhos]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2020/09/pexels-photo-1001435.jpeg)
“secos são os homens sem sonhos”, um poema de Nelson Santander secos são os homens sem sonhos desertos rios de margens estreitas trilham apenas os caminhos que a terra dita
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Óscar Hahn – Abalo sísmico

“Abalo Sísmico”, um poema de Óscar Hahn Tive uma vez um grande amor que derrubou minha casa trincou minhas pontes e me fez perder o equilíbrio. Depois, vieram as réplicas:

