Categoria: Poema
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Antonio Pérez Morte – Para Berta

“Para Berta”, um poema de Antonio Pérez Morte Para restabelecer a infância, uma bola de gude. Para a adolescência um beijo, um verso, uma esperança.
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Joshua Jennifer Espinoza – Isto é o que faz de nós Mundos

Como a luz, masao contrário, nós ondulamos. Dobramos a esquinae fazemos desapareceras colinas. Você rearranja meus pedaços até nãodoer mais. Fim do medo noturnoentranhado na pele. Fim da morte inocente. Meus cabelos perdem seus átomos.Meu corpo brilhano escuro. Planetas são esmagadosno esquecimento,despojados do seu poderde nomear as coisas. Nosso amor ocupa o ar. Nosso amor…
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Jane Kenyon – Discutindo com a melancolia

“Discutindo a melancolia”, um poema de Jane Kenyon sobre a depressão 1 DO BERÇÁRIO Quando eu nasci, você esperava atrás de uma pilha de lençóis no berçário e, quando ficamos a sós, você se deitou sobre mim, espremendo a bile da desolação em cada poro.
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Louise Glück – Uma fantasia

Vou lhe dizer uma coisa: todos os diaspessoas morrem. E isso é só o começo.Todos os dias, nas funerárias, nascem novas viúvas,novos órfãos. Eles se sentam com as mãos cruzadas,tentando decidir sobre esta nova vida. Depois eles estão no cemitério, alguns delespela primeira vez. Eles têm medo de chorar,às vezes de não chorar. Alguém se…
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Eugénio de Andrade – Elegia

Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frutos e dos animais. Maio trouxe cravos como outrora, cravos morenos, como tu dizias, mas cada hora passa e não se demora na tristeza das nossas alegrias. Ainda sabemos cantar, só a nossa voz é que…
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Robinson Jeffers – A canção da quietude

Bebe, bebe profundamente da quietude, E às margens do mar-imensidãoEsquece de tua aflição, amiúde, E de todas as misérias que virão.Mais calmo e frio do que a neblina,Que se desdobra e se inclinaSobre o vale escuro, e se rebobina, Aprende a ser. O Passado — foi um sonho ardente, Um…
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Ferreira Gullar – Poema sujo

“Poema sujo”, de Ferreira Gullar turvo turvo a turva mão do sopro contra o muro escuro menos menos menos que escuro menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo escuro mais que escuro:
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Alberto Pucheu – Poema para a catástrofe do nosso tempo

Leia “Poema para a catástrofe do nosso tempo,” de Alberto Pucheu, uma poderosa reflexão poética sobre a tragédia bolsonarista, memória, democracia, pandemia, violência política e resistência coletiva.
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Germana Zanettini – Centésimo trigésimo nono

Centésimo trigésimo nono, um poema de Germana Zanettini
