Categoria: Nelson Santander – Traduções
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César Vallejo – Paris, Outubro de 1936

De tudo isto eu sou o único que parte. Deste banco eu me vou, de meus calções, de minha grande situação, de minhas ações, de meu número dividido de lado a lado, de tudo isto eu sou o único que parte. Dos Campos Elísios ou ao dar a volta à estranha viela de la Luna,…
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Ian Hamilton – Pai, Morrendo

Seus dedos, tufos de pelos de cobertor Debaixo das unhas, estendem-se para tocar As rosas ao lado da cama despetalando com o calor. Caem pétalas brancas. Aprisionadas em suas mão Elas escurecem, empapadas em suor, depois enrolam, Desidratam-se e desmoronam. Hora após hora Elas gotejam do ramo. Por fim Ele está limpo e, quando você…
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Francisco Brines – Os Verões

A Carmen Marí Foram longos e ardentes os verões! Ficamos nus juntos ao mar, e o mar ainda mais nu. Com os olhos, e em corpos ágeis, praticamos a mais prazerosa posse do mundo. Soavam para nós as vozes iluminadas de lua, e era a vida abrasadora e violenta, ingratos com o sonho, fluíamos. O…
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Javier Salvago – Ano Novo

Como as coisas não podiam ficar pior – escreveu Kafka, em seu Diário – melhoraram. Como eu gostaria, ante este negro e inóspito horizonte que se abre, diante de mim – como mais um ano, ou como menos um ano -, de poder dizer o mesmo. Mas sinto que ainda não cheguei ao fundo, que…
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The White Buffalo – This Year
Acho que toda mensagem de “Feliz Ano Novo” se resume à ideia contida na letra desta música: tente melhorar sempre e sempre. Se não der, tente de novo no ano que vem. E no outro. E no outro. Uma hora dá certo. Ou não. Feliz 2019! [wpvideo 7QK0XJOX] The White Buffalo – This Year (Tradução…
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Joan Margarit – Canção de Ninar

Dorme, Joana. E que este Loverman obscuro e trágico do sax de teu irmão em Montjuïc possa acompanhar-te toda a eternidade pelos caminhos que são bem conhecidos pela música. Dorme, Joana, dorme. E de preferência não esqueças de teus anos no ninho que dentro de nós tu deixaste. Enquanto envelhecemos, conservaremos todas as cores que…
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José Mateos – Canção 10

Canção 10 (Ruínas de Bolonha) Disse o sol do entardecer,aqui, defronte ao mar:Morreré começar a voltar. Trad.: Nelson Santander José Mateos – Canción 10 (Ruinas de Bolonia) Aquí, frente al mar, lo diceel sol del atardecer:Morires empezar a volver.
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Joan Margarit – Cemitério de Montjuïc

Algo permanece das almas, como a brisa que surge depois que alguém passou, e que faz estremecer uma leve cortina na janela. Pelo caminho de pedras ásperas que não esquecem mas calam, severas, o que sabem, o vento deixa um silêncio de lágrimas por vidas como as nossas, perdidas. “Jazigo perpétuo”, a terra sempre dura,…
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Luis Alberto de Cuenca – Quando Penso nos Velhos Amigos

Quando penso nos velhos amigos que saíram de minha vida, unindo-se a más mulheres que alimentam seu medo e os enchem de filhos para tê-los por perto, controlados e inermes. Quando penso nos velhos amigos que se foram para o país da morte, sem passagem de volta, só porque procuraram o deleite nos corpos e…
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Ian Hamilton – Poema de Aniversário

Firme em suas mãos Sua caneca de barbear com a Exposição do Império. Você a conserva agora Como escarradeira, as pombas presunçosas, O 1938 dela Manchados por gotas de seu sangue. Esta noite, Meio sufocado, canceroso, Desiludido, Você bate os dentes contra sua boca dourada de porcelana E espera por um ataque. Trad.: Nelson Santander…