Ian Hamilton – Pai, Morrendo

Seus dedos, tufos de pelos de cobertor
Debaixo das unhas, estendem-se para tocar
As rosas ao lado da cama despetalando com o calor.
Caem pétalas brancas.
           Aprisionadas em suas mão
Elas escurecem, empapadas em suor, depois enrolam,
Desidratam-se e desmoronam.
           Hora após hora
Elas gotejam do ramo. Por fim
Ele está limpo e, quando você o toca, frio.
Você se inclina para observar os espinhos
Produzir brancas macerações em sua pele
Que sangram quando seu punho enrijece.
“Minha mão está em flor”, você diz. “Meu sangue
Anima este resto de pétalas. Vou viver.”

Trad.: Nelson Santander

Ian Hamilton – Father, Dying

Your fingers, wisps of blanket hair
Caught in their nails, extend to touch
The bedside roses flaking in the heat.
           White petals fall.
Trapped on your hand
They darken, cling in sweat, then curl,
Dry out and drop away.
           Hour after hour
They trikle from the branch. At last
It’s clean and, when you touch it, cold.
You lean Forward to watch the thorns
Pluck on your skin white pools
That bleed as your fist tightens.
“My hand’s in flower,” you say. “My blood
Excites this petal dross. I’ll live.”

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