Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Francisco Brines – Ardemos na floresta

Mas como conhecer, sem o olhar,a beleza da floresta, a grandeza do mar? A floresta estava atrás de mim; meus ouvidosa conheciam: o farfalhar de suas folhas,a confusão do canto de seus pássaros.Sons que vinham de um remoto lugar.E o mar do outro lado, golpeandosua fronte, sem roça-la,cobrindo-a de gotas. Era minha peleque descobria seu…
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Mary Oliver – Nenhuma viagem

Eu acordo mais cedo, agora que os pássaros chegaram E cantam nas árvores inabaláveis. Em um catre junto a uma janela aberta Eu me estendo como campo consumido, enquanto desabrocha a primavera. Agora, de todos os viajantes de que me lembro, quem dentre eles Não embarcou com pesar em seus mapas? — Até parece que…
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Matthew Arnold – Praia de Dover

O mar esta noite descansa.A maré está cheia, a lua, maravilhosaSobre os estreitos; a luz na costa da FrançaCintila e se vai; as falésias da Inglaterra se elevam,Cintilantes e vastas, na baía sem agitação.Venha para a janela, doce é a noturna brisa!Apenas, da longa linha de aspersãoOnde o mar e a lua se encontram,Escute! ouça…
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Margaret Atwood – Muitíssimo

Muitíssimo É uma antiga palavra perdendo o brilho.Eu queria muitíssimo.Eu desejava muitíssimo.Eu o amava muitíssimo. Eu percorro cautelosamente a calçadapor causa dos meus joelhos feridos,com os quais eu me importo menosdo que você possa imaginarjá que há outras coisas, mais importantes –espere e verá – carregando um café pela metadeem um copo de papel com…
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Juan Vicente Piqueras – Proposta de epitáfio

“Proposta de epitáfio”, um poema de Juan Vicente Piqueras Quando criança, eu era imortal. Adolescente, me rebelei contra o que agora sou. Quando jovem, eu era selvagem. Fiz sofrer e sofri muito mais do que eu queria.
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Robert Frost – Diretriz

Diretriz, um poema de Robert Frost Voltar para isso tudo agora é demais para nós, Voltar para um tempo simplificado pela perda De detalhe, crestado, dissolvido, e fraturado Como uma escultura de mármore de cemitério ao relento
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Javier Salvago – Tesouro divino

A juventude passou.Tudo está bem quando acaba.Não voltaria a ser jovemnem que me pagassem. Começar a andar de novopelo caminho trilhadodos sonhos ilusóriose das verdades vagas? Começar de novocom as velhas batalhase suas velhas feridas?Voltar aos velhos hábitos, à noite, ao inferno,ao gosto pela vidamá? Fazer de tudoo que é comédia um drama? Voltar a…
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Elizabeth Jennings – Em memória de alguém que desconheço

“Em memória de alguém que desconheço”, um poema de Elizabeth Jennings
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Óscar Hahn – Abalo sísmico

“Abalo Sísmico”, um poema de Óscar Hahn Tive uma vez um grande amor que derrubou minha casa trincou minhas pontes e me fez perder o equilíbrio. Depois, vieram as réplicas:
