Mês: abril 2026
-
José Saramago – Demissão

“Demissão”, um poema de José Saramago que expressa um profundo desencanto com a ordem moral do mundo, denunciando a hipocrisia e a submissão humanas em relações de poder que alternam entre o abuso dos fracos e a servilidade diante dos fortes.
-
Sharon Olds – O pênis do Papa

“O Pênis do Papa”, um poema de Sharon Olds que une o sagrado e o carnal em uma visão ao mesmo tempo cômica e perturbadora, revelando o mistério da carne que insiste em louvar mesmo quando deveria calar.
-
Jules Laforgue – Spleen

“Spleen”, um poema de Jules Laforgue que retrata o tédio existencial e a monotonia urbana por meio de um dia cinzento e repetitivo, transformando a rotina banal em expressão de melancolia moderna e desencanto com a vida.
-
Jim Harrison – Para Rose (de “Cartas para Yesenin”)

“Para Rose”, um poema de Jim Harrison em que a efemeridade da glória e o peso da derrota se entrelaçam com a permanência secreta da poesia, que sobrevive no colo da juventude como um coração morto ainda pulsando em silêncio.”
-
Jaime Gil de Biedma – Recorda

“Recorda”, um poema de Jaime Gil de Biedma que mergulha na memória para refletir sobre a passagem irreversível do tempo, evocando a sensação de ser arrastado por um redemoinho de lembranças que conduz o passado para uma profundidade definitiva.
-
Stephen Dobyns – Luto

“Luto”, um poema de Stephen Dobyns em que a memória escorre como água pelo deserto, e a vida, ao perder o fio que a sustenta, se despedaça em silêncio e cinzas.
-
T. S. Eliot – Morte Pela Água

“Morte pela água”, um poema de T. S. Eliot que narra o destino de Flibas, o Fenício, afogado no mar, usando a imagem da água para refletir sobre a fragilidade da vida, a vaidade humana e a inevitável dissolução do tempo.
-
Lucille Clifton – aqui jaz

“aqui jaz”, um poema de Lucille Clifton que transforma memória e perda em canto de resistência, onde até a morte se curva diante da dignidade da palavra e do desejo de respeito.
-
Carlos Nejar – Gazel do Universo Começando

“Gazel do Universo Começando”, um poema de Carlos Nejar que funde amor e cosmos em imagens circulares de vento, trigo e mar, sugerindo que o universo inteiro começa no encontro amoroso e no movimento compartilhado dos amantes.
-
Julia Copus – Uma passagem fácil

“Uma Passagem Fácil”, um poema de Julia Copus que suspende o instante frágil da adolescência entre luz e sombra, desejo e vertigem, revelando como o mundo se afasta justamente quando começamos a habitá-lo.