Tag: Morte
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Nuno Júdice – Réquiem por Muitos Maios

“Réquiem por Muitos Maios”, um poema de Nuno Júdice que evoca amigos boêmios marcados por excessos e autodestruição, refletindo sobre morte, saudade e a memória daqueles que viveram intensamente sem jamais compreender a própria vida.
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Juan Vicente Piqueras – O pouco que sei

Sei que o penar não vale a pena. Sei que a felicidade é indizível. Sei que o amor, essa missão selvagem,delicada, impossível, é a única formade estar neste mundo sem errar. Sei que a morte resolve tudo.Sei que a morte, não, quero dizer, a vidaé um pintassilgo em uma árvore secaou em uma amendoeira em…
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Eduardo Chirinos – O que meu pai realmente quer de mim

1Esta noite tive um sonho. Acompanhava meu paipor uma estrada de terra. Os dois íamos a cavaloe mal trocávamos uma palavra. Ao longe, avistava-sea sombra de alguns salgueiros, as luzes de um povoadodesconhecido e remoto. De repente, meu pai deteveseu cavalo e perguntou se eu sabia para onde íamos.Respondi que não. Então vamos bem, ele…
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Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: VI – Sozinho

Depois da perda, estar sozinho não significa apenas ausência: o mundo continua oferecendo beleza, prazer e exigência. Jack Gilbert sustenta a tensão entre morte e felicidade, procurando uma forma de viver sem negar nenhuma delas.
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Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: V – Michiko morta

A morte de Michiko é figurada pelo esforço físico de carregar uma caixa pesada sem jamais colocá-la no chão. O poema transforma o luto em gesto corporal contínuo, feito de exaustão, adaptação e cuidado.
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Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: III – Michiko Nogami (1946-1982)

O poema se volta para Michiko como presença singular, recusando que sua vida seja reduzida à morte. Memória, intimidade e atenção ao que nela era irrepetível sustentam uma elegia sem abstração consoladora.
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Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: II – Casados

A vida de um casal é observada na duração, quando intimidade e tempo transformam o modo de pertencer um ao outro. O poema aproxima casamento, família e mortalidade sem converter a convivência em imagem idealizada.
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Charlotte Mew – Quartos

Lembro-me de quartos que tiveram relação Com o constante esgotamento do coração. O quarto em Paris, o quarto em Genebra, O quarto pequeno e úmido com cheiro de algas E aquele som da maré, enlouquecedor e perenal — Quartos onde as coisas morriam — para o bem ou para o mal. Mas há um quarto…
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Peter Sirr – Uma cartilha saxônica

Uma cartilha saxônica Para além deste afã e deste verso, aguarda-me inesgotável o universo. – Borges Penso então em Borges ficando cego,e no que ele disse sobre a alma.Ele tentava entender por queum homem que perde o mundobusca espadas e monstrose saxões com vozes rudes no Salão de Hidromel1. É que a alma sabe-se imortal,diz ele,…
