Charlotte Mew – Quartos

Charlotte Mew – Quartos
Lembro-me de quartos que tiveram relação
     Com o constante esgotamento do coração.
O quarto em Paris, o quarto em Genebra,
O quarto pequeno e úmido com cheiro de algas
E aquele som da maré, enlouquecedor e perenal —
     Quartos onde as coisas morriam — para o bem ou para o mal.
Mas há um quarto onde nós (duas) mortas jazemos,
Embora a cada manhã pareça que despertamos e pareça que de novo repousamos
     como o faremos algures no outro catre mais silencioso e poeirento
     lá fora, ao sol - ao relento.

Trad.: Nelson Santander
Rooms 

I remember rooms that have had their part
In the steady slowing down of the heart.
The room in Paris, the room at Geneva,
The little damp room with the seaweed smell,
And that ceaseless maddening sound of the tide—
Rooms where for good or ill—things died.
But there is the room where we two lie dead,
Though every morning we seem to wake and might just as well seem to sleep again
as we shall somewhere in the other quieter, dustier bed
out there in the sun—in the rain.
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2 respostas a “Charlotte Mew – Quartos”

  1. […] 23. Charlotte Mew – Quartos Lembro-me de quartos que tiveram relação Com o constante esgotamento do coração. O quarto em Paris, o quarto em Genebra, O quarto pequeno e úmido com cheiro de algas E aquele som da maré, enlouquecedor e perenal — Quartos onde as coisas morriam — para o bem ou para o mal. (…) […]

  2. […] 23. Charlotte Mew – QuartosLembro-me de quartos que tiveram relação Com o constante esgotamento do coração.O quarto em Paris, o quarto em Genebra,O quarto pequeno e úmido com cheiro de algasE aquele som da maré, enlouquecedor e perenal — Quartos onde as coisas morriam — para o bem ou para o mal. (…) […]

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