Tag: Memória
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Walter de la Mare – Os que Ouviam

‘Tem alguém em casa?’ indagou o Viajante Defronte à porta enluarada; Seu cavalo no silêncio ruminava o capim Da forragem fértil e enfolhada: E uma ave voou para muito além da torre, Acima de sua cabeça: E de novo a porta ele outra vez castigou; ‘Tem alguém em casa?’ ele disse. Mas ninguém desceu para…
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Fleur Adcock – Poema interrompido por uma morte

“Poema Interrompido por uma Morte”, um poema de Fleur Adcock que costura o amor e a perda com fios de lucidez, desfazendo o lirismo para revelar o que permanece quando tudo é lavado, apagado e posto em silêncio.
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Paulo Bomfim – Soneto I

“Soneto I”, soneto de Paulo Bomfim que utiliza a metáfora marítima para expressar uma travessia interior marcada por memória, sofrimento e busca existencial, onde o eu lírico navega por mares simbólicos rumo ao confronto consigo mesmo.
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Zbigniew Herbert – O que nossos mortos fazem

“O que nossos mortos fazem”, um poema de Zbigniew Herbert sobre a delicada persistência dos que partiram — que, mesmo em silêncio, continuam a nos guiar com sinais furtivos, pequenos avisos e gestos de cuidado que atravessam o sonho e a memória.
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Yehuda Amichai – Tudo isso compõe um ritmo de dança

“Tudo isso compõe um ritmo de dança”, um poema de Yehuda Amichai em que o tempo rompe seus próprios compassos e faz da vida — com seus encontros interrompidos, amores que atravessam estações e memórias que nos tocam desde a morte — uma coreografia invisível, cuja música ninguém sabe quem inicia nem quem sustém.
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Philip Larkin – Os Velhos Tolos

“Os Velhos Tolos”, um poema de Philip Larkin que confronta de forma crua o envelhecimento, explorando a deterioração da memória e da identidade, ao mesmo tempo em que reflete sobre a proximidade da morte e o enigma da consciência diante do próprio fim.
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Ferreira Gullar – Os Mortos

“Os mortos”, um poema de Ferreira Gullar que sugere que os mortos continuam a existir através da memória e da experiência dos vivos, vendo, ouvindo e até rindo por meio daqueles que permanecem no mundo.
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Lawrence Raab – Depois que vimos o que havia para ver

“Depois que vimos o que havia para ver”, um poema de Lawrence Raab sobre a fragilidade da memória, os objetos como espectros do tempo e o silêncio do que permanece quando o amor e a presença já se foram.
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Antonio Cicero – Cidade

“Cidade”, um poema de Antonio Cicero que revisita a cidade sonhada da juventude como metáfora do futuro imaginado, refletindo sobre memória, expectativa e a forma como o tempo transforma e obscurece aquilo que um dia parecia promessa absoluta.
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Jorge Wanderley – Acerto de Contas

“Acerto de contas”, um poema de Jorge Wanderley que examina o ciclo de violência entre gerações na educação familiar, refletindo sobre culpa, mudança moral e a difícil posição da geração intermediária que apanhou dos mais velhos e repetiu os mesmos erros com os mais jovens.