Tag: Família
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Marcia Vinci – Mãe Solteira

dadeiraparideiranutrizcriadeiratoda mãeé sozinhatoda mãeé solteira REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 12/03/2018
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Elizabeth Jennings – Uma só carne

Cada qual em sua cama, deitados separados agora,Ele com um livro, uma luz acesa até hora incerta,Ela, como uma menina, sonhando com sua aurora,Todos os homens em outros lugares – é como se certaNova ocorrência esperassem: o livro que ele detémMas não lê, os olhos dela pregados nas sombras além. Lançados acima como destroços de…
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James Tate – Uma batida na porta

Eles me perguntam se eu já penseisobre o fim do mundo,e eu respondo, “Entrem, entrem,deixe-me dar-lhes algo para comer, por favor.”Depois de algumas mordidas, eles querem falarsobre a vida após a morte. “Ui!,” eu digo,“vocês já viram aquela Greapleaf skeletonizer?”1Depois eles começam a falar sobre redençãoe dos poucos escolhidos para sentar ao lado Dele.“Fazendo o…
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Diego Moraes – Já se passaram dez anos

Já se passaram dez anosAcabou a bateria do relógio que você me presenteou no natal queseu tio ficou bêbado de vinho Dom Bosco e disse na frente dos filhose da esposa que era gay e viveria com um travesti búlgaroem LondresJá se passaram dez anosOs poemas que escrevi quando gozava nos teus peitos de atriz…
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Luis Alberto de Cuenca – Abre todas as Portas

Abre todas as portas, a que conduz ao ouro,a que leva ao poder, a que esconde o mistériodo amor; a que oculta o segredo insondávelda felicidade, a que a vida te ofertapara sempre no gozo de uma visão sublime.Abre todas as portas, sem te mostrares curioso,nem dar importância às manchas de sangueque salpicam as paredes…
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Matthew Sweeney – As mariposas

As mariposas Ou o poema que começa com um verso de Diane Di Prima Na neve, as mariposas caminham rigidamente,elas nem ao menos tentam voar.Suas pegadas são cobertas à medida que são feitas,enquanto elas seguem umas às outras para casapelas frias colunas dos postes de iluminaçãopara esperar lá a chegada da luz.A cada crepúsculo há…
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César Cantoni – O Tempo Irreparável

Quem teria pensado nisso, então?O certo é que meu pai está mortocomo se nunca tivesse existido.Um dia congelaram suas mãos e os pés,e a casa se encheu de parentes,e minha mãe chorou, de joelhos, junto ao leito.Ainda me lembro. Meu pai está morto ou já não existe,e não basta agora saber que ele era feliz.Neste…
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César Cantoni – Álbum de Família

Morreu meu pai, morreram meus avós,morreram meus tios de sangue e por afinidade.Uma família inteira de ferreiros,marceneiros, curtidores, pedreiros,jaz agora sem forças sob a terra. E eu, o mais inútil de todos,o que não sabe fazer nada com as mãos,consegui sobreviver impunementepara chorar diante de uma fotoo melhor do meu sangue. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO:…
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Inês Lourenço – Sala Provisória

Nunca se sabequando estamos num lugarpela última vez. Numa casaque vai ser demolida, numa salaprovisória que vai encerrar, num velhocafé que mudará de ramo, comopágina virada jamais reaberta, comocanção demasiado gasta, comoabraço tornado irrepetível, numaporta a que não voltaremos. REPUBLICAÇÃO: publicado no blog originalmente em 02/12/2018
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Mario Quintana – Envelhecer

Antes, todos os caminhos iam.Agora todos os caminhos vêm.A casa é acolhedora, os livros poucos.E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas. REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 10/01/2018