-
Rocco Scotellaro – Agora que te perdi

“Agora que te perdi”, um poema de Rocco Scotellaro que transforma a ausência em vestígio, a memória em sede insaciável e o amor em pedra preciosa jamais encontrada no fundo das coisas.
-
Cecília Meireles – O Jardim

“O Jardim”, um poema de Cecília Meireles que descreve um jardim luminoso e vibrante, onde luz, insetos, pássaros e flores compõem uma harmonia natural delicada, interrompida apenas pela presença humana, que perturba a serenidade desse espaço idealizado da natureza.
-
Sharon Olds – A menina

“A Menina”, um poema de Sharon Olds que rasga o véu da inocência, expõe o horror em sua nudez mais crua e, ainda assim, interroga o mistério da sobrevivência como uma chama que insiste em arder no escuro.
-
Sophia de Mello Breyner Andresen – Eu me Perdi

“Eu me Perdi”, um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen que contrapõe a sordidez moral do mundo humano à pureza da natureza, encontrando no vento, na terra e sobretudo no mar uma forma de redenção e reencontro consigo mesma.
-
Luiza Mussnich – Imagem

“Imagem”, um poema de Luiza Mussnich que revela a impossibilidade de aprisionar o efêmero, onde a ausência pesa mais que a presença e a memória se dissolve na fragilidade das formas.
-
Mia Couto – Falta de Reza

“Falta de Reza”, um poema de Mia Couto que rejeita a ideia de um Deus vigilante e punitivo e propõe, com ironia e delicadeza, uma visão mais humana do divino — um Deus de amizade, riso e intimidade, talvez criado pela própria necessidade humana de sentido e afeto.
-
Felipe Fleury – Ressonâncias

“Ressonâncias”, um poema de Felipe Fleury onde o ruído do mundo se dissolve em camadas invisíveis, para revelar que o verdadeiro silêncio pulsa nas distâncias cósmicas, na memória da infância e no coração de quem ainda nos escuta de longe.
-
José Saramago – Demissão

“Demissão”, um poema de José Saramago que expressa um profundo desencanto com a ordem moral do mundo, denunciando a hipocrisia e a submissão humanas em relações de poder que alternam entre o abuso dos fracos e a servilidade diante dos fortes.
-
Sharon Olds – O pênis do Papa

“O Pênis do Papa”, um poema de Sharon Olds que une o sagrado e o carnal em uma visão ao mesmo tempo cômica e perturbadora, revelando o mistério da carne que insiste em louvar mesmo quando deveria calar.
-
Jules Laforgue – Spleen

“Spleen”, um poema de Jules Laforgue que retrata o tédio existencial e a monotonia urbana por meio de um dia cinzento e repetitivo, transformando a rotina banal em expressão de melancolia moderna e desencanto com a vida.