Paulo Henriques Britto – de “Uma Doença”

Paulo Henriques Britto – de “Uma Doença”

III

Nenhuma posição é natural.
Qualquer ordenação de pé e mão
e tronco é tão-somente parcial

e momentânea, uma constelação
tão arbitrária e pouco funcional
quanto a Ursa Maior ou o Escorpião.

Nenhuma é estritamente indispensável.
Nenhuma é realmente lenitiva.
Nenhuma é propriamente confortável.
Apenas uma é definitiva.

REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 11/07/2017

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