Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Sara Teasdale – Chuvas suaves chegarão

(Tempos de Guerra) Chuvas suaves chegarão e o cheiro de chão,E andorinhas revoando, seus rútilos sons; E sapos nos brejos cantarolando na noite,E ameixeiras silvestres em seu branco oscilante, Tordos trajarão incandescentes ornamentosTrinando seus caprichos em baixos tapamentos; E ninguém então saberá da guerra, ninguémSe importará quando ela terminar enfim. Ninguém se importaria, nem árvore…
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Linda Pastan – Elegia

Nosso último corniso se inclinasobre o solo da floresta oferecendo frutosaos pássaros, aos esquilos. É uma relíquiados dias em que os cornisos floresciam — renda natada em abril,leite derramado em maio — sua beleza delicadamas comum. Quando eu dava como certoque o mundo permaneceria como era, e eupermaneceria com ele. Trad.: Nelson Santander Mais do…
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Kirsten Dierking – Afortunada

Todo esse tempo,a vida que você deveria vivertem-se erguido ao seu redorcomo as paredes de uma casaprojetada com aconcheganteslinhas harmoniosas. Como se você realmente tivesseplanejado desta forma. Como se você tivesseempilhado tijolosao acaso,e criado por enganouma estrela da sorte. Trad.: Nelson Santander Lucky All this time,the life you weresupposed to livehas been rising around youlike…
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Denise Levertov – Conversando com a dor

Ah, dor, eu não deveria trata-la como um cão vira-latasque vem à porta dos fundospor uma migalha, por um osso descarnado.Eu deveria confiar em você. Eu deveria persuadi-laa entrar em casa e dar-lheo seu próprio canto,um tapete usado para se deitar,sua própria tigela de água. Você pensa que eu não sei que você está morandoembaixo…
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Joseph Stroud – Nós

Tentando amarrar meus sapatos, desajeitado, incapaz de descobrira lógica disso, atrapalhado, enquanto meu pai fica ali,sua raiva crescendo por um filho que não consegue fazer nemessa coisa mais simples pela primeira vez, não consegue nem mesmo dar o nó para manter seus sapatos nos pés — Você acha que alguémvai amarrar seus sapatos para você…
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Jeannine Hall Gailey – Eu não paro

Eu não paro De ser alguém que busca o lado escuro.Que procura as estatísticas criminais da Disneylândia.Que procura por monstros sob a cama.Além disso, não paro de tirar fotos de floresembora tenhamos nove meses de chuva.Não paro de me perguntar se os colibris daquiestão condenados, se os gansos-das-neves serão envenenadosem um abandonado lago de mina…
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David Budhill – O lenhador muda de ideia

Quando eu era jovem, cortei as árvores maiores e mais velhas para lenha, aquelaspodres em seu cerne, de galhos mortos e partidos, as mutiladas e deformadas porque, raciocinei, elas tombariam logo de qualquer forma, epor isso, eu deveria dar às mais jovens mais luz e espaço para vicejarem. Agora que estou velho derrubo as árvores…
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Seamus Heaney – [Como todo mundo]
![Seamus Heaney – [Como todo mundo]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2021/05/0011e5d6-1600.jpg)
Como todo mundo, inclinei minha cabeçadurante a consagração do pão e do vinho,elevei meus olhos para a hóstia e para o cálice levantados,acreditei (seja lá o que isso signifique) que uma mudança ocorrera. Fui ao genuflexório e recebi o mistérioem minha língua, voltei para o meu lugar, fechei meus olhos depressa,fiz um ato de ação…
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Pattiann Rogers – Adquirindo perspectiva

Diretamente acima desta estrada,Longe das partículas de geada justapostasQue revestem a casca de cada grão-de-bico,E do rijo inseto arqueiro que avançaNo escuro da manhã, um pelo da pata de cada vez,Subindo pela haste do trílio,Diretamente para cima, através do céu sobre esta estrada, agora,As galáxias do aglomerado de Cygnus AColidem umas com as outras num…
