Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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Antonio Pérez Morte – Para Berta

“Para Berta”, um poema de Antonio Pérez Morte Para restabelecer a infância, uma bola de gude. Para a adolescência um beijo, um verso, uma esperança.
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Jorge Valdés Días-Vélez – O olival

“O olival”, um poema de Jorge Valdés Días-Vélez Não direi a oração que se pronuncia em outras ocasiões como esta. Eu vim para enterrar-te. E o meu silêncio é o outro lugar para onde foste. Porque não há mais verdade do que a tua memória e nada a dizer que tu não saibas (…)
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Ernesto Pérez Vallejo – Com vista para dentro

Não sou o melhor homem que já conheceste,nem metade tão bom quanto os que ainda te restam explorar,nem sequer tenho estudos, e minha vozfalha diante de qualquer um que me olhe nos olhos.Minha tristeza se acentua aos domingos,mas na verdade é meu estado mais habitual.Às vezes sofro de ansiedade,também de raiva;tenho vinte segundos complicados nos…
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Jorge Valdés Díaz-Vélez – O fotógrafo e a modelo

O tempo que foi sempre teu inimigo se deteve em tua imagem. Já és aquela garota do calendário, a princesa sem fábulas, o anjo que consigo pendurar em qualquer nuvem. De ouro e trigo a luz encaracolada em tua cabeça, a areia que acaba onde começa a linha de teu sexo. Estás comigo e não…
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Juan Vicente Piqueras – Lázaro se recusa a ressuscitar

Um dia ouvi vozes que vinham de fora.Finalmente!, vozes de fora, pensei – vozes de outrosque levam a luz dentro de si e a revelam,que vem até mim do ar, e não de mim. Vozes que ao se aproximarem, viraram sussurros.Passos que pararam diante da minha porta.Alguém disse: Aqui jaz, como se lesse.Os demais ficaram…
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Joan Margarit – Último trem

Último tremCrematório de Collserola Se visses a chuva que envernizao verde escuro e espesso do jardim.Teu vagão solitário está chegandoà sala espaçosa, sem adornos,mobiliário, ou luminárias,da Estación de Francia da morte.Só se escuta o murmúrio do motorque arrasta o pesoda infância e da juventude– de teu anônimo tempo, já perdido,que nunca mais será reclamado –,rumo…



