Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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José Ángel Buesa – Ela amará a outro homem

“Ela amará a outro homem”, um poema de José Ángel Buesa que aceita a perda com resignação, mas afirma a permanência secreta do amor na memória que o tempo não consegue apagar.
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Francisco Brines – Esplendor negro

Somente uma vez pudeste conhecer aquele Esplendor negro,e intermitentemente recordas a experiência vagamente,aproximações difusas, iminências,e assim, desde a tua juventude, arrastas frio,um invisível manto de cinza escarlate.E não foi necessário cegar os olhos,pois das luzes claras dos astroschegou aquele delírio, a possibilidade mais exata e simples:em vez de Deus ou do mundoaquele negro Esplendor,que nem…
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Joan Margarit – Amar é onde

“Amar é onde”, um poema de Joan Margarit que transforma o amor em território íntimo e duradouro, um lugar invisível onde a vida encontra sua origem e sua permanência.
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Jorge Valdés Días-Vélez – Pro nobis

Pro nobis para José Emilio Pacheco Uma vez mais, abriu o Averno suas mandíbulas escaldantes. Assomam os pesadelos e o terror da morte se o sono o invade e se transforma em chama negra, se, ao dormir, o levam até ele, ao lagar luxurioso dos demônios. O menino, mudo, contempla sua silhueta e chora. Na…
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Francisco Brines – A realidade não permanece

Esta tarde rebelde me leva a Bathe a ti, mas não à cidade de ruastranquilas, nem a quem tu deves ser hoje.O quarto fica maior na penumbraenquanto chove suavemente na rua.Há, na lareira, um fogo que aquecenossos corpos nus, e que iluminao vasto espaço de forma insuficiente.És a luz que o fogo de teus cabelose…
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Jaime Gil de Biedma – Lembre-se

Bela vida que se foi e parece já não passar Desde então, afundo em sonhos na memória: estremece eterno o tempo lá no fundo. E de repente um redemoinho cresce e me arrasta sugado rumo a um profundo abismo, para onde vai, despenhado, para sempre submergindo o passado. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO: poema publicado no…
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Jaime Gil de Biedma – Não Voltarei a ser Jovem

Que é certo a vida passasó se começa a compreender mais tarde— como todos os jovens, decidilevar a minha vida por diante. Deixar marca eu queriae partir entre aplausos— envelhecer, morrer, eram somenteas dimensões do teatro. Porém, passou o tempoe a verdade mais amarga assoma:envelhecer, morrer,é o argumento único da obra. Trad.: José Bento REPUBLICAÇÃO:…
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Joan Margarit – Coisas em comum

Ter-nos conhecidoem um outono num trem que ia vazio;A radiante, embora cruel,promessa do desejo.A cicatriz da melancoliae o velho afeto com o qual compreendemosos motivos do lobo.A lua que acompanha o trem noturnoBarcelona-Paris.Uma faca de luz para os crimesque por amor devemos cometer.Nossa maldita e inocente sorte.A voz do mar, que sempre te diráonde estou,…
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Octavio Paz – Pedra de sol

Pedra de sol La treizième revient… c’est encor la première;et c’est toujours la seule – ou c’est le seul moment;car es-tu reine, ô toi, la première ou dernière?es-tu roi, toi le seul ou le dernier amant? GÉRARD DE NERVAL, Arthémis. Um salgueiro de cristal, um choupo de água,um alto repuxo que o vento arqueja,uma árvore…
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Joan Margarit – Ser velho

Entre as sombras dos galose dos cachorros dos pátios e curraisde Sanaüja, abre-se um buracoque se enche de tempo perdido e chuva sujaenquanto as crianças caminham para a morte.Ser velho é uma espécie de pós-guerra.Sentados à mesa da cozinha,limpando as lentilhasao anoitecer do braseiro,vejo os que me amaram.Tão pobres que no fim daquela guerrativeram que…