Categoria: Poema
-
Omar Khayyam – Do Rubaiyat (XXIII)

“Rubaiyat (XXIII)”, um poema de Omar Khayyam que reduz a grandeza do mundo, da ciência e da existência humana à insignificância, culminando numa visão radical de vazio e inutilidade do conhecimento diante do infinito.
-
Freya Bantiff – Deus, a Baleia

“Deus, a Baleia”, um poema de Freya Bantiff que imagina Deus como uma baleia insondável e vulnerável, unindo espiritualidade e crise ambiental para refletir sobre fé, destruição ecológica e a surdez divina em um mundo marcado por poluição, guerra e solidão humana.
-
Jorge Luis Borges – A um Poeta Menor da Antologia

“A um poeta menor da antologia”, um poema de Jorge Luis Borges que contrapõe anonimato e glória, sugerindo que o esquecimento pode ser uma forma de misericórdia, ao preservar o indivíduo da exposição implacável da fama e valorizando a experiência íntima acima da imortalidade pública.
-
Zoe Higgins – Ode

“Ode”, um poema de Zoe Higgins que celebra o inacabado e transforma a falha diária em gesto de aceitação serena da vida como ela é.
-
Jorge Luis Borges – Ewigkeit

“Ewigkeit”, um poema de Jorge Luis Borges que dialoga com a tradição do memento mori para, em contraste, negar o esquecimento absoluto e afirmar que a experiência vivida — a memória do mundo — persiste na eternidade.
-
Roger Hecht – Soneto

“Soneto”, um poema de Roger Hecht que contrapõe o terror religioso à inocente inscrição das iniciais na árvore, sugerindo que a permanência humana resiste não no dogma, mas no gesto frágil de marcar o mundo.
-
Denise Levertov – O Segredo

“O Segredo”, um poema de Denise Levertov que reflete sobre a natureza fugaz das revelações essenciais da vida, celebrando a capacidade de descobrir e redescobrir sentidos profundos mesmo quando eles se perdem na memória.
-
Nick Flynn – Quinhentos anos

“Quinhentos Anos”, um poema de Nick Flynn que escuta o que permanece quando tudo já passou, onde o tempo comprime a presença até restar apenas uma forma silenciosa — não de quem fomos, mas do modo como deixamos de estar.
-
Adília Lopes – A Propósito das Estrelas

“A propósito das estrelas”, um poema de Adília Lopes que explora de forma circular e delicada a fusão entre amor e fascínio, refletindo sobre como o interesse por uma pessoa e por algo externo — as estrelas — se entrelaçam de modo inseparável na memória e na experiência afetiva.
-
Billy Collins – A arte de se afogar

“A arte de se afogar”, um poema de Billy Collins em que a morte dispensa revelações, o tempo falha em se organizar como narrativa e, no lugar de um sentido final, o mundo segue em frente, indiferente, exato, passando por nós como um peixe prateado na água.