Categoria: Poema
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Walter de la Mare – Os que Ouviam

‘Tem alguém em casa?’ indagou o Viajante Defronte à porta enluarada; Seu cavalo no silêncio ruminava o capim Da forragem fértil e enfolhada: E uma ave voou para muito além da torre, Acima de sua cabeça: E de novo a porta ele outra vez castigou; ‘Tem alguém em casa?’ ele disse. Mas ninguém desceu para…
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Sara Teasdale – Sabedoria

“Sabedoria”, um poema de Sara Teasdale em que cada portão aberto guarda uma renúncia não pronunciada.
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Ulisses Tavares – Religião

“Religião”, um poema de Ulisses Tavares que apresenta uma crítica concisa e irônica à alienação religiosa.
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Fleur Adcock – Poema interrompido por uma morte

“Poema Interrompido por uma Morte”, um poema de Fleur Adcock que costura o amor e a perda com fios de lucidez, desfazendo o lirismo para revelar o que permanece quando tudo é lavado, apagado e posto em silêncio.
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Paulo Bomfim – Soneto I

“Soneto I”, soneto de Paulo Bomfim que utiliza a metáfora marítima para expressar uma travessia interior marcada por memória, sofrimento e busca existencial, onde o eu lírico navega por mares simbólicos rumo ao confronto consigo mesmo.
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Patrick Galvin – Plaisir d’Amour

“Plaisir d’Amour”, um poema de Patrick Galvin sobre o desejo como última forma de resistência ao tempo.
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Ferreira Gullar – O Universo

“O Universo”, um poema de Ferreira Gullar que contrapõe a vastidão cósmica à pequenez humana, refletindo sobre a consciência como o raro fenômeno que permite ao universo perceber a si mesmo, mesmo diante do abismo de matéria, tempo e escuridão.
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Boris Novak – Decisões

“Decisões”, um poema de Boris Novak em que o gesto mais humano é ouvir, e a esperança surge não como consolo, mas como fardo.
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Ferreira Gullar – Infinito Silêncio

“Infinito Silêncio”, um poema de Ferreira Gullar que evoca o vazio primordial anterior à criação, explorando o silêncio como força originária e permanente que atravessa a existência e sustenta, de modo paradoxal, toda a vida.
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Jack Gilbert – Primavera

A primavera surge como experiência de liberdade e distância, enquanto o amor convive com a escolha de estar só. Jack Gilbert observa a estação sem idealizá-la, deixando que desejo, mudança e solidão ocupem o mesmo espaço.