Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Linda Gregg – Ardendo e distante

Você retorna quando quer,como a chuva. E é terno como a chuva,tem a ternura inepta da chuva.Uma paixão tão universal que poderia acontecer em qualquer lugar.Você me carrega para o ar úmido.Você me deita sobre as folhase o mais marcante não é o sexoe sim acordar sozinha depois sob as árvores. Trad.: Nelson Santander Kept…
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Dennis O’Driscoll – Fora de controle

Preocupem-se, mães: vocês têmboas razões para perder o sono,para deixar a imaginação correr soltaenquanto se deitam na cama, sem contar carneirosmas vendo filhos e filhaslevados para o abate como cordeirosna carnificina das noites de sexta. Fiquem de prontidão, mães –nunca se sabe sua sorte –para a batida que quebraria o silêncio como o choquede um…
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Anne Sexton – Coragem

É nas pequenas coisas que a vemos.O primeiro passo da criança,tão espantoso quanto um terremoto.A primeira vez que você andou de bicicleta,tateando na calçada.A primeira palmada, quando seu coraçãopartiu em uma viagem sozinho.Quando eles o chamaram de bebezãoou pobre ou gordo ou doidoe o transformaram num alienígena, você sorveu o ácido delese o escondeu. Mais…
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José Ángel Buesa – Ela amará a outro homem

“Ela amará a outro homem”, um poema de José Ángel Buesa que aceita a perda com resignação, mas afirma a permanência secreta do amor na memória que o tempo não consegue apagar.
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Rosanna Warren – Comparação

Como quando seu amigo, excelente esquiador austríaco, na históriaque ela sempre nos contava, teve que encararseu primeiro salto olímpico de esqui e, darampa de largada sobre o desfiladeiro que mergulhavatão vertiginosamente que sua borda inferiordesaparecia de vista, olhoupara um horizonte de Alpes que nadava e balançava ao seu redorcomo barcos de brinquedo em uma banheira,…
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Annie Dillard – Como consumimos nossos dias

Como consumimos nossos diasé, evidentemente,como consumimos nossas vidas. O que fazemos com esta hora,e com aquela,é aquilo que fazemos. Um calendárioprotege do caos e do arbítrio. É uma redepara capturar dias.É um andaime sobre o qual um trabalhadorpode ficar em pée laborar com ambas as mãos em espaços de tempo.Um calendário é uma maqueteda razão…
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Jim Harrison – Água

Antes de nascer eu era água.Pensei nisso sentado em uma cadeiraazul cercado por malvas rosas, vermelhas,e brancas no jardim em frenteao meu estúdio verde. Há conclusões aquia tirar, mas eu não posso mais fazer isso. O homem nasce, cresce, canta, dança, ama, envelhece,agoniza. Isto é um rio circulare nós somos seus peixes que se tornam água. Trad.:…
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Eavan Boland – Cartas aos mortos

I Estudiosos do Império Antigo encontraram cerâmicasgravadas por toda parte com marcas e sinais. II Escritos em louças de lodo. Nas bordas dos vasos.Colocados na entrada dos túmulos.O vermelho do ferro de um mundo.Postado no limiar de outro.Chamaram-nas de cartas aos mortos. III Eles não choravam ou se lamentavam por meio destas marcas e sinais.Eles…
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Tarde na Andaluzia, de Sahar Romani, lido por Sandra Daher
Sandra Daher, uma generosa seguidora do blog, publica em seu perfil no Facebook a leitura que faz de poemas que a inspiram. Em sua postagem mais recente, ela surge lendo o belíssimo “Tarde na Andaluzia”, de Sahar Romani, traduzido por mim e publicado há algum tempo no blog. Confiram o resultado clicando no link que…
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Stephen Dunn – Ignorância

O sonho antigo de voar se tornou realidadee eu olho para cima, sem espanto.Por que não cai?Uma pergunta de criança que eu não sei responder.Eu visto minha ignorância naquilo que eu sei.Uma vez houve pterodátilos, eu digo.Uma vez o céu era presságios e pássaros. Ele é imenso e diminuto e tão altoque não emite nem…