Tag: Amor
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Dorianne Laux – Da gentileza de estranhos

Não importa a dor, seu peso,somos obrigados a carregá-la.Erguemo-nos e ganhamos impulso, a força entorpecidaque nos empurra através das multidões.Mas então um garoto me indica o caminhocom tanto entusiasmo. Uma mulher segura a porta de vidro aberta,pacientemente esperando meu corpo vazio passar por ela.Ao longo do dia, isso continua, cada ato de bondadese estendendo em…
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Bruna Beber – romance em doze linhas

“Romance em doze linhas”, um poema de Bruna Beber que condensa o ciclo inteiro do amor — da urgência do encontro ao apagamento da memória — na cadência inquieta de uma única pergunta.
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Kim Addonizio – Para a mulher que chora descontroladamente no banheiro ao lado

se você já acordou vestida às 4 da manhãfechou as pernas para alguém que amava abriu-as para alguém que não roçou-se contraum travesseiro no escuro ficou miseravelmente em uma praiaalgas agarradas em seus tornozelos pagouuma boa grana por um corte de cabelo ruim se afastoude um espelho que queria matá-la sangrouno banco de trás por…
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Joan Margarit – Amor e tempo

Lembras quando ainda desconheciasque a vida não teria piedade de ti?Amor e tempo: o tempo nos habitacomo a areia do rio que, lentamente,vai moldando a forma da margem.O amor, que refletiu em teu olharo esplendor da ilha do tesouro.Sensual, solitária, cercadapela sonora senectude do mare os gritos militares das gaivotas.O sonho clandestino dos cinquenta anos.…
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Manuel Vilas – O último Elvis

Respeita sempre a decadência das mulherese dos homens que amaram ou pelo menos tentaram amara vida e esta os chamuscou ou lhes quebrou os ossos da face,as entranhas e as veias e o fígado e o nobre coração.Respeita todos os sagrados e humildes naufrágiosdos seres humanos. Respeita aqueles que se suicidaram. Respeita aqueles que se…
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Raymond Carver – Vocês não sabem o que é o amor (uma noite com Charles Bukowski)

“Vocês não sabem o que é o amor”, um poema de Raymond Carver que encena a voz desmedida de Bukowski para revelar o amor como vício, bravata e confissão crua de quem vive à beira do abismo.
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Andreia C. Faria – [Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada]
![Andreia C. Faria – [Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2018/07/ants-in-closeup-crawling-on-concrete-sidewalk_vwlvq6sie__f0000.png)
“Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada”, um poema de Andreia C. Faria
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Marge Piercy – Canção de amor matinal

“Canção de amor matinal”, um poema de Marge Piercy que celebra a plenitude do amor e do desejo em imagens sensoriais ligadas ao verão e à natureza, retratando um eu lírico transbordante de afeto, vitalidade e entrega amorosa.
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Ian Hamilton – Despertar

“Despertar”, um poema de Ian Hamilton que expõe a intimidade dolorosa do amor diante da perda de memória, onde o mundo se fecha e resta apenas a presença fiel.
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José María Cumbreño – Identidade

Durante anos, a roupa que vesti herdei do meu irmão mais velho.Meu nome me foi dado em homenagem ao meu avô.O primeiro carro que dirigi era de segunda mão.A primeira mulher que me beijou já havia beijado outros.A casa em que moro é alugada.Tudo o que eu vier a escrever alguém já terá escrito muito…