Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Alan Jenkins – Pertences

Leia Pertences, de Alan Jenkins, um poema comovente sobre luto, memória familiar e os vestígios materiais deixados pelos mortos.
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Stanley Plumly – Rinoceronte branco

O último da minha espécie, um dos últimos apreciadores das florese da grama das pastagens do norte, e certamenteum dos poucos habilitados a esfregar as costas no baobáe no carvalho centenário que ainda sobrevive no quintal. O truque está na pedra, parecer algo que se soltoude uma montanha, algo tão sobrante a ponto de nãoestar…
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Robinson Jeffers – Regresso

Um pouco abstratos e um pouco sábios demais,É tempo de beijarmos a terra novamente,É tempo de deixar que as folhas chovam dos céus,Deixar que a rica vida corra para as raízes novamente.Eu irei para os Sur Rivers feiticeiros,E neles mergulharei meus braços até o peito.Encontrarei minha contabilidade onde treme a folha dos amieirosCom o vento…
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Jorge Valdés Días-Vélez – Pro nobis

Pro nobis para José Emilio Pacheco Uma vez mais, abriu o Averno suas mandíbulas escaldantes. Assomam os pesadelos e o terror da morte se o sono o invade e se transforma em chama negra, se, ao dormir, o levam até ele, ao lagar luxurioso dos demônios. O menino, mudo, contempla sua silhueta e chora. Na…
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Dilruba Ahmed – Fase um

Por ter deixado a geladeira abertaontem à noite, eu a perdoo.Por conjurar cortinas brancasem vez de viver a sua vida. Pelas mudas que murcham, agora,em pequenos potes, eu a perdoo.Por dizer não num primeiro momento,mas sim como uma reflexão tardia. Eu a perdoo pelas visões horrendasapós o parto, provocadas pela perdade sono. E quando o…
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Ted Kooser – Luz das estrelas

A noite toda, essa chuva suave do passado distante.Não admira que às vezes eu desperte como uma criança. Trad.: Nelson Santander Starlight All night, this soft rain from the distant past.No wonder I sometimes waken as a child.
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Sharon Olds – A corrida

Quando cheguei no aeroporto, corri até o guichê,comprei uma passagem, dez minutos depois me disseram que o voo tinha sido cancelado, os médicostinham dito que meu pai não sobreviveria àquela noitee o voo fora cancelado. Um jovemde bigode castanho-escuro me disseque de outra companhia aérea partiria um voosem escalas em sete minutos. Pegueaquele elevador, desça…
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Eiléan Ní Chuilleanáin – A torre da dama

Vazia, minha alta torre inclina-se Para trás no penhasco; meu colmo Conversa com a amplidão dispersa, Garças. A parede cinza Corta para baixo e encontra Um instável córrego inundado Por seixos, pequenas aves Mergulhadoras. Lá embaixo, meus porões sondam. Atrás de mim, as oblíquas veias da colina Se deslocam; úmida está minha cozinha, Aranhas escondidas…
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Eiléan Ní Chuilleanáin – O quarto de um cavalheiro

Essas compridas sombras recuando,Um rio de telhados inclinando-se Do lado do vale.Frontões e chaminésE torres, com árvores aninhadas entre elas:Todas as formas de um cemitérioVistas do alto de sua janela. Um espelho em forma de caixão responde,Luz suave, polido, liso como a pele,Azul como grama cortada no gramado,Gravatas retorcidas dobradas sobre ele. Abrindo a porta,…
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Francisco Brines – A realidade não permanece

Esta tarde rebelde me leva a Bathe a ti, mas não à cidade de ruastranquilas, nem a quem tu deves ser hoje.O quarto fica maior na penumbraenquanto chove suavemente na rua.Há, na lareira, um fogo que aquecenossos corpos nus, e que iluminao vasto espaço de forma insuficiente.És a luz que o fogo de teus cabelose…