Tag: Memento Mori
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Jack Kerouac – Richmond Hill Tree Poem

Amontoadas, amarelas folhas de novembro De uma distinta árvore nua e envergonhadamente castrada fazem um minúsculo e manso PLICK ao se roçar umas nas outras preparando-se para morrer – Quando vejo uma folha cair Eu sempre digo adeus. Richmond Hill Tree Poem A cluster of yellow November leaves in an otherwise bare and sheepish castrated…
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Amalia Bautista – S.O.S.

Protege-me do medo e das sombrasdefende-me de todas as tristezas,exila de minha vida o desconsolo,se puderes, com teu amor, se nãocom o fim do mundo ou com a minha morte. Trad.: Nelson Santander S.O.S Protégeme del miedo y de las sombras,defiéndeme de todas las tristezas,destierra de mi vida el desconsuelo.si puedes, con tu amor, y…
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Eugénia de Vasconcellos – Lembra

Digo-te isto para que saibas quem és, às vezes, esquecemos, confundimos, desconseguimos e ao fim, desacreditamos, colam-se-nos os fantasmas dos vivos e as memórias dos mortos e da voz faz-se um fio à míngua de palavras – e onde a palavra não chega, o pensamento não cria o ato e morre-se, morre-se, morre-se um dia…
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Joseph Stroud – Perdido

O cervo se distancia de mim e continua sem pressaao longo da colina sem sequer olhar para trás,para onde estou, e de onde começo a cruzarum campo de neve dentro do meu corpo e me percoenquanto uma cinza branca cai do céu encobrindo meus rastrose não há como encontrar o caminho de volta. Trad.: Nelson…
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Eugénio de Andrade – Sou fiel ao ardor…

Sou fiel ao ardor, amo esta espécie de verão que de longe me vem morrer às mãos, e juro que ao fazer da palavra morada do silêncio não há outra razão.
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Oscar Wilde – Da vaidade

“Por que você chora?”, perguntaram as Oreiades. “Choro por Narciso”. “Ah, não nos espanta que você chore por Narciso”, continuaram elas. “Afinal de contas, todas nós sempre corremos atrás dele pelo bosque, você era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza”. “Mas Narciso era belo?”, quis saber o lago. “Quem…
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André Oviedo – Caixa-Preta

em algum lugar depois do fim flutuando entre os destroços encontraremos a caixa-preta e poderemos finalmente restituir o passado palavra por palavra como chaves perdidas no tempo a reabrirem as portas que nos trouxeram até aqui
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Manuel António Pina – Extrema-unção

Uma breve, amável mágoa à flor dos olhos, um distante desapontamento, morrias como se pedisses desculpa por nos fazeres perder tempo. Tinhas pressa mas não o mostravas, receavas que não estivéssemos preparados, e, suspenso sobre nós, esperavas que disséssemos tudo, que fizéssemos o apropriado. Morrer não é motivo de orgulho, mas estavas cansado demais para…
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A. M. Pires Cabral – Folha rubra

É bom sermos como essas folhas verdes que prolongam todo o ano a Primavera. Mas melhor do que isso é sermos como aquela folha rubra que antes das outras pressentiu o Outono e vestiu para ele a sua melhor cor, mesmo sabendo que o Inverno tem um plano para em breve a dissolver no chão.
