Tag: Medo
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Paulo Henriques Britto – O aqualouco

“O aqualouco”, um poema de Paulo Henriques Britto que explora o deslumbramento e o desespero diante da imersão na realidade.
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Adam Zagajewski – Véspera de Ano Novo, 2004

Estás em casa ouvindogravações de Billie Holiday,que canta sonolenta e melancolicamente.Contas as horas que aindafaltam para a meia-noite.Por que os mortos cantam em pazenquanto os vivos não conseguem se libertar do medo? Trad.: Nelson Santander, a partir da versão do poema em inglês traduzido por Clare Cavanagh Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique,…
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Seamus Heaney – Tempestade na ilha

Estamos preparados: construímos baixas nossas casas,cobrimo-las com boa ardósia e cravamos as paredes na rocha.Esta terra mirrada nunca nos deu trabalhoCom feno, por isso, como você pode ver, não há pilhasDe palhas que se possam perder. Nem árvoresQue pudessem fazer companhia quando ela sopra em plenaRajada: você sabe o que eu quero dizer – folhas…
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Mary Oliver – Rosas no final do verão

O que acontececom as folhas depoisque ficam vermelhas e douradase caem? O que ocorre com as aves canorasquando não podem maiscantar? O que acontececom suas asas ágeis? Você acha que existe algumparaíso pessoalpara qualquer um de nós?Você acha que, do outro lado da escuridão,alguém irá nos chamar, a nós?Além das árvores,as raposas continuam ensinando seus…
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Timothy Liu – Thoreau

Meu pai e eu não temos para onde ir.Sua esposa não nos deixa entrar em casa —medo de contrair AIDS. Ela acredita quedormir com homens é pior do que um pecado,meu pai diz, enquanto nos sentamos no meio-fioem frente à casa dos vizinhos.Sessenta e quatro anos tornaram meu paiimpotente. Raízes grisalhas e tinta pretadesbotada manchando…
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Arthur W. Frank – Um senso de encantamento

A única diferença realentre as pessoasnão é saúde ou doença,mas como cada uma mantémum senso de valorna vida. Quando sinto que não tenho tempopara sair e contemplara luz do solno rio, minha recuperação foi longe demais. Um pouco de medo está tudo bem. Está tudo bemsaberque em um mêseu poderia estar deitadoem uma cama de…
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Manuel Vilas – O último Elvis

Respeita sempre a decadência das mulherese dos homens que amaram ou pelo menos tentaram amara vida e esta os chamuscou ou lhes quebrou os ossos da face,as entranhas e as veias e o fígado e o nobre coração.Respeita todos os sagrados e humildes naufrágiosdos seres humanos. Respeita aqueles que se suicidaram. Respeita aqueles que se…
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Kim Moore – Para minha filha

E mais tarde, quando ela perguntar,direi que algumas partes foram belas –como, em seu brilhoe súbita abertura,os rostos dos vizinhospassaram a parecer flores.Contarei como começamosa revisitar fotosde nossos eus mais jovens,abraçados a um estranhoou apoiados nos ombrosde amigos, e vimos que o toquesempre foi uma espécie de santidade,uma forma de adoração que nos foi prometida.Direi…
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Wendell Berry – A Paz das Coisas Selvagens

Quando as dores do mundo crescem em mime desperto na noite ao menor somcom medo do que minha vida e a dos meus filhos possam ser,eu saio e me deito onde o pato selvagemrepousa em sua beleza sobre as águas, e a garça se alimenta.Eu penetro na paz das coisas selvagensque não sobrecarregam suas vidas…
