Tag: Amor
-
Joan Margarit – Não jogues fora as cartas de amor

“Não jogues fora as cartas de amor”, um poema de Joan Margarit que afirma a escrita amorosa como refúgio último contra o desgaste do tempo e a erosão da própria poesia.
-
Patrizia Cavalli – Agora que

Agora que o tempo parece ser todo meue ninguém me chama para o almoço e para o jantar,agora que posso ficar observandocomo uma nuvem se desfaz e perde a cor,como um gato caminha pelo telhadono imenso luxo de uma exploração, agoraque cada dia me esperaa extensão sem limites de uma noiteonde não há mais apelos…
-
Tishani Doshi – Poema de Amor

No fim, perderemos um ao outropara alguma coisa. Eu até preferiria algograndioso — morte ou desastre.Mas pode não ser assim.Pode ser que você saiacerta manhã para comprar cigarros,depois de fazermos amor,e nunca mais volte,ou que eu me apaixone por outro homem.Pode ser um lento deslizamento para a indiferença.Seja como for, teremos de aprendera suportar o…
-
Mary Oliver – Não hesite

Se você, súbita e inesperadamente, sentir alegria,não hesite. Entregue-se a ela. Há muitasvidas e cidades inteiras destruídas ou prestes a sê-lo.Não somos sábios, e raramente bondosos.E muito nunca poderá ser redimido.Ainda assim, resta à vida alguma possibilidade. Talvez essa seja sua maneira de reagir: às vezes acontecealgo melhor que todas as riquezas ou o poderdo…
-
Juan Vicente Piqueras – O pouco que sei

Sei que o penar não vale a pena. Sei que a felicidade é indizível. Sei que o amor, essa missão selvagem,delicada, impossível, é a única formade estar neste mundo sem errar. Sei que a morte resolve tudo.Sei que a morte, não, quero dizer, a vidaé um pintassilgo em uma árvore secaou em uma amendoeira em…
-
Jane Draycott – A praça

Do outro lado da praça, uma mulher olha para mimde uma janela, a sombra do quarto em que ela estápressionando-a como uma pétala em direção à luz. Ela é linda em seu vestido de linho sem mangas,uma vela impassível na vasta vidraça escura,como minha mãe em um tempo antes de eu a conhecer. Entre nós,…
-
Idea Vilariño – Ou quem sabe nove

Talvez tenhamos tido só sete noitesnão seinão as conteicomo poderia.Talvez não mais que seisou quem sabe nove.Não seimas valeramcomo o amor mais duradouro.Talvezcom quatro ou cinco noites como essasmas precisamente como essastalvezse possa vivercomo de um longo amoruma vida inteira. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO, com pequenas alterações na tradução: poema publicado na página originalmente em…
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: I – Noites e manhãs sem fim

Uma caminhada por paisagens gregas e americanas se converte em percurso pela memória de Michiko. Entre árvores, estradas e vento, a presença ausente acompanha o poeta e dá continuidade ao amor vivido.

