Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Stanley Kunitz – O retrato

Minha mãe nunca perdoou meu paipor ter-se suicidado,especialmente em um momento tão estranhoe em um parque público,naquela primaveraquando eu estava esperando para nascer.Ela encarcerou o nome deleem seu armário mais profundoe não o deixou mais sair,embora eu pudesse ouvi-lo batendo.Quando desci do sótão, trazendona mão o retrato em tons pastéisde um estranho de lábios compridos,bigode…
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Ian Hamilton – Epitáfio

O aroma de rosas velhas e tabacoFaz-me regressar.Há quase vinte anosQue não nos vemosE a nossa desapegada paixão continua. Foi isto que me deixaste:A mão, entreaberta, imóvelSobre uma colcha verde.O bastante para erguerAlguns poemas melancólicos. Se então eu te houvesse tocadoUm de nós podia ter sobrevivido. Trad. Nuno Vidal REPUBLICAÇÃO. Poema originalmente publicado no blog…
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William Butler Yeats – Viajando para Bizâncio

Aquela não é terra para velhos. Gentejovem, de braços dados, pássaros nas ramas— gerações de mortais — cantando alegremente,salmão no salto, atum no mar, brilho de escamas,peixe, ave ou carne glorificam ao sol quentetudo o que nasce e morre, sêmen ou semente.Ao som da música sensual, o mundo esqueceas obras do intelecto que nunca envelhece.…
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Robinson Jeffers – Pecado original

O símio-terrestre com seu cérebro e mãos de homem, fisicamenteO mais repulsivo de todos os animais de sangue quenteDa terra até então: eles cavaram uma armadilhaE capturaram um mamute, mas como poderiam seus paus e pedrasAtingir a vida naquela tocaia? Eles dançaram ao redor do poço, guinchandoCom excitação de macaco, arremessando pedras afiadas em vão,…
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John Keats – Ode sobre a melancolia

Não! Não vás para o Letes, nem tristes raízes Tortures para obter o vinho que te acena;Nem no pálido rosto os beijos cicatrizes Da beladona, que Prosérpina envenena.Não faças teu rosário com amoras parcas, Nem permitas que o escaravelho ou a falena Sejam tua Psique, nem que o mocho do abandonoPartilhe dos mistérios do teu…
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Algernon Charles Swinburne – O Jardim de Proserpina

Leia “O Jardim de Proserpina”, de Algernon Charles Swinburne, um clássico da poesia vitoriana sobre morte, esquecimento e o anseio pelo repouso eterno.
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Reginald Gibbons – O que remanesce

Sim, o pão está envenenado. E não há sequer um gole de ar.Como é difícil curar a ferida da vida.O próprio José, vendido ao Egito como escravo,não poderia ter ficado mais profundamente magoado. Então, sob o enxame de estrelas do céu, chegam os Beduínos.Eles acalmam seus cavalos. Então, por turnos, com olhos fechados,cada um inventa…
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Heather McHugh – O que ele pensou

O que ele pensou para Fabio Doplicher Era para fazermos um trabalho na Itáliae, cheios de admiração pornós mesmos (nossa sensação de sermosPoetas da América) fomosde Roma a Fano, conhecemoso prefeito, refletimossobre alguns assuntos (o que écheap date, eles nos perguntaram; o que éflat drink). Entre os literatos italianos conseguíamos reconhecer nossos homólogos:o acadêmico, o…
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Agi Mishol – A mártir

Leia A Mártir, de Agi Mishol, um poema impactante sobre terrorismo, desumanização e as tragédias humanas geradas pelo conflito.
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Jane Kenyon – Desmontando a árvore

“Deem-me um pouco de luz!” grita o tiode Hamlet em meio ao assassinatode Gonzaga. “Luz! Luz!” choram as cortesãsem dispersão. Aqui, como na Dinamarca,é escuro às quatro, e até a lua brilha apenas com a metade de um coração. Os enfeites vão para a caixa:o spaniel prateado – com Meu amorna coleira – da infância…