Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Billy Collins – A respiração

A respiração, um poema de Billy Collins Assim como nos filmes de terror, quando alguém descobre que as ligações telefônicas estão vindo de dentro da casa, eu também percebi que nossa tenra sobreposição vem ocorrendo apenas dentro de mim.
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Susan Mitchell – Os mortos

À noite, os mortos descem até o rio para beber.Livram-se dos medos, de suas preocupaçõesconosco. Retiram as velhas fotografias.Tocam de leve as linhas de nossas mãos e leem nosso futuro,rachados e amarelados.Alguns mortos encontram o caminho até nossas casas.Sobem aos sótãos.Leem as cartas que nos enviaram, insaciáveispor sinais de seu amor.Contam histórias uns aos outros.Fazem…
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Dana Gioia – Obrigado por se lembrar de nós

As flores enviadas para cá por engano,assinadas com um nome que ninguém conhece,estão murchando. O que faremos?Nossa vizinha diz que não são para ela,e ninguém está perto de fazer aniversário.Deveríamos agradecer a alguém pelo equívoco.Será que um de nós está tendo um caso?A princípio rimos, depois nos perguntamos. A íris foi a primeira a morrer,envolta…
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Jeffrey Harrison – Nossa outra irmã

Nossa outra irmã para EllenA coisa mais cruel que fiz à minha irmã mais novanão foi disparar um dardo caseiro em seu joelho,onde ficou pendurado por um ofegante momentoantes de cair, mas sim contar que tínhamosoutra irmã, mais velha, que havia ido embora.Quais foram meus motivos não consigo lembrar: um capricho,ou talvez uma necessidade de…
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Robert Creeley – O fim

Quando percebo o que as pessoas pensam de mim fico imerso em minha solidão. O cinza chapéu previamente adquirido enjoa. Não tenho mais nenhum propósito identificável. Uma sensação de estar sendo sufocado penetra em minha garganta. Trad.: Nelson Santander The End When I know what people think of me I am plunged into my loneliness.…
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Doug Dorph – Planeta esquecido

Peço à minha filha que diga os nomes dos planetas.“Vênus… Marte… e Plunis!”, ela responde.Quando eu tinha seis ou sete anos, meu paime acordou no meio da noite.Descemos até o playground e deitamosde costas no concreto, olhando para cimaà espera da chuva de meteoros anunciada na TV. Não me lembro de nenhum meteoro. Lembrode minhas…
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Wendell Berry – De “Sabbaths” (2001)

[…] III Peça ao mundo que revele sua quietude —não o silêncio das máquinas quando cessam,mas a verdadeira quietude onde os cantos das aves,as árvores, os sinos-das-sombras, os caracóis, as nuvens, as tempestadesse tornam o que são – e nada além disso. […] V O vento do outono chegou.Está por toda parte. Movecada folha de…
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Eamon Grennan – Uma manhã

Procurando pedras raras, dei com a lontra mortaapodrecendo na linha da maré, e carreguei pelo resto do dia o odor desta brutaldespedida. Aquele som lancinante e agudo do ostraceiroecoava pela enseada rochosaonde um cormorão se alimentava e submergia na baíae de onde uma garça-real alçou voo de um rochedo onde estivera invisível,pairou um tempo, e…
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William Butler Yeats – Leda e o cisne

Súbito, um baque: as grandes asas brancas Pousam sobre a jovem, e a agarram com jeito, As patas negras lhe afagam as ancas E a estreitam, impotente, contra o peito. Com dedos trêmulos, como afastar Das coxas fracas o esplendor plumado? E como não sentir a palpitar O estranho coração, desabalado? Um espasmo ― e…
