Walter de la Mare – Chapim

Se quiseres ganhar uma feliz companhia
Pendures em um tronco uma fendida noz
Futilmente verde, que balança e rodopia,
Seu níveo miolo como isca; e um veloz
Chapim irás testemunhar que nela se enfia.

Fora dos vastos domínios estranhos do ar,
Fora mesmo de todo verão, indo e voltando,
Ele pousa e brinca com as penas de encantar,
Faz ressoar seu acorde selvagem e brando,
E carrega todas as provisões para lá —

Esta pequena forma da vida; esta entida-,
de, por um momentâneo e humano pedido,
Emplumará sua asa, de clarão tingida,
Baterá seu tambor estridente e divertido —
E no Nada do Tempo, imensidão infinda,
Voará para muito longe, doce-nutrido.

Trad.: Nelson Santander

Titmouse

If you would happy company win,
Dangle a palm-nut from a tree,
Idly in green to sway and spin,
Its snow-pulped kernel for bait; and see
A nimble titmouse enter in.

Out of earth’s vast unknown of air,
Out of all summer, from wave to wave,
He’ll perch, and prank his feathers fair,
Jangle a glass-clear wildering stave,
And take his commons there —

This tiny son of life; this spright,
By momentary Human sought,
Plume will his wing in the dappling light,
Clash timbrel shrill and gay —
And into Time’s enormous Nought,
Sweet-fed, will flit away.

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