Mary Oliver – Nos bosques de Blackwater

Veja, as árvores
estão transformando
os próprios corpos
em pilares

de luz,
e exalando uma rica
fragrância de canela
e contentamento,

as longas velas
de taboas
explodem e flutuam sobre
as orlas azuis

das lagoas,
e cada lagoa,
não importa qual seja seu
nome, nome

não tem agora.
Todos os anos
tudo o que
aprendi

em minha vida
me leva de volta a isto: os incêndios
e o rio negro de perda
em cuja outra margem

se encontra a salvação,
e cujo significado
nenhum de nós jamais saberá.
Para viver neste mundo

você deve ser capaz
de fazer três coisas:
amar o que é mortal;
cingi-lo

contra o peito sabendo
que sua própria vida depende disso;
e, quando chegar a hora de deixa-lo ir,
deixa-lo ir.

Trad.: Nelson Santander

In Blackwater Woods

Look, the trees
are turning
their own bodies
into pillars

of light,
are giving off the rich
fragrance of cinnamon
and fulfillment,

the long tapers
of cattails
are bursting and floating away over
the blue shoulders

of the ponds,
and every pond,
no matter what its
name is, is

nameless now.
Every year
everything
I have ever learned

in my lifetime
leads back to this: the fires
and the black river of loss
whose other side

is salvation,
whose meaning
none of us will ever know.
To live in this world

you must be able
to do three things:
to love what is mortal;
to hold it

against your bones knowing
your own life depends on it;
and, when the time comes to let it
go,
to let it go.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s