Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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Amalia Bautista – Façamos uma limpeza geral

Leia “Façamos uma limpeza geral”, de Amalia Bautista, um poema delicado e profundo sobre memória, desapego e a coragem de recomeçar.
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Federico García Lorca – E Depois…

Os labirintos que criam o tempo se desvanecem. (Só fica o deserto.) O coração, fonte do desejo, se desvanece. (Só fica o deserto) A ilusão da aurora e os beijos se desvanecem. Só fica o deserto. Um ondulado deserto. Trad.: William Agel de Mello Y después Los laberintosque crea el…
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Federico García Lorca – 1910 (Intermezzo)

“1910 (Intermezzo)”, um poema de Federico García Lorca que revisita o olhar inaugural da infância para revelar, entre imagens oníricas e presságios, o vazio oculto no curso inevitável das coisas.
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Pedro Salinas – de “Presságios”

41 Estas frases de amor que se repetem tantonão são nunca as mesmas.Todas tem idêntico som,mas uma vida anima cada uma,virgem e só, se é que a percebes.E não te canses nuncade repetir as palavras iguais:sentirás a emoção que sente a almaao ver nascer a estrela primeirae ao ver que ela se multiplica, conforme a…
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Nicanor Parra – Perguntas e Respostas

então, tu achas que vale a pena assassinar deus se o mundo puder ser salvo? – é claro que vale a pena e vale a pena arriscar a vida por uma ideia que pode resultar falsa? – é claro que vale a pena pergunto se valerá a pena comer siri se vale a pena criar…
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Roger Wolfe – Pálpebra

Pedro Salinas disse num poema que não quer deixar de sentir a dor da ausência da mulher que ama porque isso é tudo o que dela fica: a dor. Não me recordo das suas palavras exactas. Ele di-lo melhor do que eu. Eram outros tempos. Salinas está morto. A mulher que ele amava também. Em…
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Mario Benedetti – Em Pé

Continuo em pé por pulsar por costume por não abrir a janela decisiva e olhar de uma vez a insolente morte essa mansa dona da espera continuo em pé por preguiça nas despedidas no fechamento e demolição da memória não é um mérito outros desafiam a claridade o caos ou a tortura continuar em pé…
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Octavio Paz – Irmandade

Homenagem a Claudio Ptolomeo Sou homem: duro pouco E é enorme a noite. Mas olho para cima: As estrelas escrevem. Sem entender, compreendo: Também fui escrito E neste mesmo instante Alguém me soletra.
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Pablo Neruda – De “Cem Sonetos de Amor”

XII Plena mulher, maçã carnal, lua quente, Espesso aroma de algas, lodo e luz pisados, Que obscura claridade se abre entre tuas colunas? Que antiga noite o homem toca com seus sentidos? Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas, com ar opresso e bruscas tempestades de farinha: amar é um combate de…
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Mario Benedetti – Lento mas vem

Lento mas vem o futuro se aproxima devagar mas vem hoje está mais além das nuvens que escolhe e mais além do trovão e da terra firme demorando-se vem qual flor desconfiada que vigila ao sol sem perguntar-lhe nada iluminando vem as últimas janelas lento mas vem o futuro se aproxima devagar mas vem já…