Categoria: Poema
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Agi Mishol – A mártir

Leia A Mártir, de Agi Mishol, um poema impactante sobre terrorismo, desumanização e as tragédias humanas geradas pelo conflito.
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Jane Kenyon – Desmontando a árvore

“Deem-me um pouco de luz!” grita o tiode Hamlet em meio ao assassinatode Gonzaga. “Luz! Luz!” choram as cortesãsem dispersão. Aqui, como na Dinamarca,é escuro às quatro, e até a lua brilha apenas com a metade de um coração. Os enfeites vão para a caixa:o spaniel prateado – com Meu amorna coleira – da infância…
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Henri Cole – Cerejeiras choronas

Em um platô, com pequenas montanhas,um rio lamacento, perigoso quando a neve derretia,um vale fértil, criadores de gado, e um conservatório musical,um povo alto, belo, ágil, de negros cabelos lisose um espírito empreendedor, vivia pacificamente. Emboranunca tenha havido ódio entre as raças,após uma discussão sobre questões locais, massacres ocorreram.Homens, mulheres & crianças pilhados & deportados…
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Carlos Drummond de Andrade – Consolo na Praia
Vamos, não chores.A infância está perdida.A mocidade está perdida.Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou.O segundo amor passou.O terceiro amor passou.Mas o coração continua. Perdeste o melhor amigo.Não tentaste qualquer viagem.Não possuis carro, navio, terra.Mas tens um cão. Algumas palavras duras,em voz mansa, te golpearam.Nunca, nunca cicatrizam.Mas, e o humour? A injustiça…
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Robyn Sarah – Ao fechar o apartamento dos meus avós de abençoada memória

E então eu me vi naquela sala pela vez final.Mantive-me firme, com a chave em minha mão,e ouvi o silêncio que era como um som,e percebi como o longo sol da tarde invernalbaixava de maneira oblíqua ao chão fazendo florir os veios do assoalho. (Tudo o que eles um diapossuíram estava guardado aqui.) Na janela…
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Jorge de Sena – Conheço o Sal

“Conheço o Sal”, um poema de Jorge de Sena que transforma a intimidade dos corpos em matéria sensorial e simbólica, onde o sal do encontro amoroso se torna marca indelével da fusão entre dois seres.
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Robin Myers – O retorno

Esta é a rua ondevocê nasceu. Esta é a chave que você perdeu na neve,e este é o casaco que vestiu para ir buscá-la.Este é o céu visto da janelinha do avião na manhã em que deixouo país. Este é o lugar aonde você pensou que jamais iria.Este é o sanduíche que você comeu na…
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William Ernest Henley – Invictus

No meio da noite que me abraça,Negra como um Poço em sua inteireza,Agradeço a cada Deus pela graçaDe minha invencível natureza. Nas terríveis garras das circunstânciasNão recuei nem alteei meu pranto.Debaixo dos golpes das contingênciasMinha fronte sangra – altiva, no entanto. Além deste lugar de desenganos,Somente o Horror das sombras desponta,E entretanto a ameaça dos…
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Lisel Mueller – De passagem

A rapidez com que o mel filtradoda luz da tardeflui para a escuridão e o fechado broto livra-sede seu singular mistérioa fim de desabrochar: como se o que existe, existapara poder perder-see tornar-se precioso. Trad.: Nelson Santander In Passing How swiftly the strained honeyof afternoon lightflows into darkness and the closed bud shrugs offits special…
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Bertolt Brecht – Lista de preferências

Dia desses, minha mulher encasquetou que eu precisava arrumar a bagunça do meu escritório. Papéis diversos, contas pagas, declarações de imposto de renda de 10 anos atrás, antigos bilhetes que minha filha me escreveu quando criança – estava tudo junto e misturado, naquela bagunça típica dos procrastinadores. Urgia enfrentar o problema. E lá fui eu,…