Categoria: Poema
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Henry Wadsworth Longfellow – A reunião

Depois de uma longa ausência Nos vemos de novo, afinal:O encontro nos dá prazer, Ou, ao contrário, aflição?A Árvore foi chacoalhada, E poucos de nós perduramos,Como os tais frutos do profeta, No topo mais alto dos ramos.Saudamos-nos cordialmente No velho tom familiar;E pensamos, mas só conosco, Quão velho e grisalho ele está!Falamos de um bom…
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David Mourão-Ferreira – Ladainha dos Póstumos Natais

Ladainha dos Póstumos Natais, um poema de David Mourão-Ferreira sobre o Natal
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Charles Simic – Medo

O medo passa de homem para homemInconscientemente,Como uma folha passa o seu estremecimentoPara outra. De repente, a árvore toda está tremendo,E não há nenhum sinal do vento. Trad.: Nelson Santander Fear Fear passes from man to manUnknowing,As one leaf passes its shudderTo another. All at once the whole tree is trembling,And there is no sign…
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Linda Pastan – As Íris de Monet

Estas floresse sonharamde volta à cor pura –os verdesda água indivisa,os verdesinformes do pradoassim como Deus disse:Que hajaÍris. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Monet’s Irises These flowershave dreamed themselvesback into pure color—the greensof undivided water,the formlessgreens of meadowjust…
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Danusha Laméris – Vestindo-se para o enterro

Ninguém fala sobre a hilaridade após a morte —a forma como na semana em que o meu irmão se matoua esposa dele e eu caímos na cama gargalhandoporque ela não conseguia decidir sobre o que vestir para o grande dia,e me perguntou, “Eu quero ser sexy ou Amish?” Eu respondi: sexy.E nós rolamos sobre o…
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Kenneth Rexroth – Delia Rexroth

A Califórnia entra numVerão modorrento, e o arEstá repleto da agridoceFumaça de relva queimandoNas colinas de São Francisco.A carne arde assim, as pirâmidesIdem, assim como as estrelas em combustão.Cansado esta noite, em uma cidadeDe arrivistas, no desumanoOeste, no mais sangrento dos anos,Peguei um livro de poemasDe que você costumava gostar, com Aquela música que você…
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Joana, de Joan Margarit

Há livros que não devem ser lidos às pressas. Joana, de Joan Margarit, é um deles. Esta página reúne, no Singularidade Poética, a tradução da obra publicada em sequência. Mais do que um conjunto de poemas, Joana é um livro: tem uma respiração própria, uma ordem interna, uma dor que retorna em imagens, vozes, lugares…
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Joan Margarit – No fundo da noite

O ar está gelado.Até o rouxinol guarda silêncio.Com a testa apoiada na vidraçapeço perdão às minhas duas filhas mortas,porque já quase nunca penso nelas.O tempo foi deixando sobre a cicatrizsua argila poeirenta, e ocorre que, mesmoquando se ama alguém, sobrevém o esquecimento.A luz tem a mesma dureza das gotasque, com o degelo, vão caindo do…
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Joan Margarit – Um lugar perdido

UM LUGAR PERDIDOIn memoriamMarta Ribalta i Taltavull (17-VIII-1946, 11-V-1999)Joana Margarit i Ribalta (20-VIII-1970, 2-VI-2001) Reluz o sol do conto de fadasque para Marta foi esta casapequena e luminosa em frente aos campos.Ninguém tocou em um único troncoda lenha cortada e ordenada.Joana fez um desenho para elaonde lhe dizia: Que sejas muito feliz.Quando Joana tinha dois anos…
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Joan Margarit – A espera

Muitas coisas estão sentindo a tua falta.Cada dia é repleto de momentos que esperamaquelas pequenas mãosque seguraram as minhas tantas vezes.Teremos de nos habituar à tua ausência.Um verão já passou sem teus olhose o mar também terá que se acostumar.Por muito tempo ainda,a rua esperará diante de nossa porta,pacientemente, pelos teus passos.Não se cansará nunca…