Categoria: Poema
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Yusef Komunyakaa – Ode à Larva

Irmã da mosca-varejeira& da divindade, você faz mágicaNos campos de batalha,Em pedaços de carne suína estragada & em lugares sujos. Sim, vocêChega à raiz de todas as coisas.Você é sólida & matemática.Jesus Cristo, você é implacável Com a verdade. Ontológica & lustrosa,Você lança feitiços em mendigos & reisAtrás da porta de pedra do túmulo de…
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Katia Kapovich – Retrato de um cão como um homem mais velho

Quando o dono dele morreu em 2000 e uma nova famíliase mudou para o apartamento de Moscou,ele foi viver com os vira-latas do parque.No verão, havia muita comida, as criançasjogavam fora sanduíches, cachorros-quentes e outras sobras.Ele não tinha um grande apetite,e ainda sentia saudades do seu dono.Ele também estava velho, as fêmeas já não o…
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Ferreira Gullar – Manhã

As portas batem as toalhas voamo dia se esbaqueia como um pássaro dentro da casa(ou uma lembrançadentro da casa) Véspera do dia em que de repente enlouquecerei.
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Joan Margarit – Não jogues fora as cartas de amor

“Não jogues fora as cartas de amor”, um poema de Joan Margarit que afirma a escrita amorosa como refúgio último contra o desgaste do tempo e a erosão da própria poesia.
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Richard Siken – Mundo visível

A luz do sol derramando-se sobre a sua pele, sua sombra plana na parede. O amanhecer partia os ossos do seu coração como gravetos. Você não esperava por isso, o quarto se tornando branco, a luz astronômica golpeando-o em uma torrente de punhos. Você levou a mão ao rosto como se para escondê-lo, os dedos…
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Linda Gregg – Redução

Sem nem mesmo abrir o álbumpercebi de repente, dois meses depois,que você havia roubado uma foto minha,aquela colorida, nas ondas gregas.Depois de ter me machucado tanto,como você pode também subtrair-me uma fotode um tempo em que eu ainda não o conhecia?Do tempo em que eu estava com Jack?Roubar a pequena prova de que um diaeu…
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Patrizia Cavalli – Agora que

Agora que o tempo parece ser todo meue ninguém me chama para o almoço e para o jantar,agora que posso ficar observandocomo uma nuvem se desfaz e perde a cor,como um gato caminha pelo telhadono imenso luxo de uma exploração, agoraque cada dia me esperaa extensão sem limites de uma noiteonde não há mais apelos…
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Emily Dickinson – “Morrer por ti era pouco…”

Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta. Trad.: Augusto de Campos REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 29/06/2018 Too scanty ’twas to die for you,The merest Greek could that.The living,…

