Tag: vanitas
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Joseph Stroud – Perdido

O cervo se distancia de mim e continua sem pressaao longo da colina sem sequer olhar para trás,para onde estou, e de onde começo a cruzarum campo de neve dentro do meu corpo e me percoenquanto uma cinza branca cai do céu encobrindo meus rastrose não há como encontrar o caminho de volta. Trad.: Nelson…
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Oscar Wilde – Da vaidade

“Por que você chora?”, perguntaram as Oreiades. “Choro por Narciso”. “Ah, não nos espanta que você chore por Narciso”, continuaram elas. “Afinal de contas, todas nós sempre corremos atrás dele pelo bosque, você era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza”. “Mas Narciso era belo?”, quis saber o lago. “Quem…
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Ángel González – O amanhã é um mar profundo que precisamos atravessar a nado

Queria ser alga, alga enredada na parte suave de tuas coxas. Sopro de brisa nas tuas bochechas. Leve areia sob tua pegada. Queria ser água, água salgada quando corres nua no litoral. Sol cortando em sombra tua banal Silhueta virgem recém-molhada. Tudo quisera ser, indefinido, ao teu redor: vista, luz, ambiente gaivota, céu, navio, vela,…
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Joan Margarit – Por que fomos covardes

Não poderás esquecer meu corpo esguio e ágil. Sempre farás amor com uma sombra de olhos azuis, e estarás tão só como em uma vingança. Ao longe, as luzes de Roses cintilam assim como a minha memória. Há uma fúria triste, mas ninguém no final. Perdemos o cavalo sem cavaleiro que nunca passa uma segunda…
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Manuel de Freitas – Nada de nada

para o José Carlos Soares Um dia, logo de manhã, entraremos num cemitério e perguntarás a Antonia Pozzi se estar morto é mais ou menos triste do que estes dias arduamente sepultados. Receando que saibas a resposta, beberei com Lowry a primeira ou a última tequila, na certeza de que ambos os adjetivos estarão certos…
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Ramón de Garciasol – Ávila do Silêncio

Silêncio: cala-me até as raízes, lava minha carne, meu suor de morte, a caspa cotidiana. Quero ver-te, Senhor, em paz, pelo que me dizes sem esta feroz contenda confusa, extinta a chama, pedra pura de eternidade sem fim, viva verdura sem o sal da dor e das cinzas. Silêncio: chove mais. A terra dura está…
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Andreia C. Faria – “Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada”

“Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada”, um poema de Andreia C. Faria
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Manuel António Pina – Gare du Sud

Tudo o que temos pertence a outros, desconhecidos de nós, e ainda a outros, e temo-lo como se o perdêssemos ficando uma sombra, a nossa sombra. Estamos longe de casa e essa sombra é a única morada a que podemos acolher-nos. A nossa voz não somos capazes já de ouvi-la, balbuciante; e se a ouvíssemos…
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José Mateos – Canção 10

Canção 10 (Ruínas de Bolonha) Disse o sol do entardecer,aqui, defronte ao mar:Morreré começar a voltar. Trad.: Nelson Santander José Mateos – Canción 10 (Ruinas de Bolonia) Aquí, frente al mar, lo diceel sol del atardecer:Morires empezar a volver.
