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Ivan Junqueira – Estamos indo embora

“Estamos indo embora”, um poema de Ivan Junqueira que evoca a transição de um ciclo de vida repleto de memórias, música e escrita, rumo a um destino desconhecido e inevitável.
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Joan Margarit – No álbum

“No Álbum”, um poema de Joan Margarit que captura a essência atemporal dos sorrisos e das memórias, revelando um vínculo profundo entre o passado e o presente.
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Mark Strand – A integridade das coisas

Num campo,sou a ausênciado campo.Issoé sempre verdadeiro.Onde quer que eu esteja,sou o que falta. Quando caminho,divido o are invariavelmenteo ar se movimentapara preencher os espaçosonde meu corpo esteve. Todos nós temos razõespara nos mover.Eu me movo parapreservar a integridade das coisas. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua…
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Tess Gallagher – Paro de escrever o poema

Paro de escrever o poema*para dobrar as roupas. Não importa quem viveou quem morre, continuo sendo mulher.Sempre terei muito o que fazer.Cinjo as mangas da camisa deleunindo-as. Nada pode deternosso afeto. Voltarei a seruma mulher. Mas por enquantohá uma camisa, uma enorme camisa,em minhas mãos, e, em algum lugar, uma garotinhaao lado de sua mãeobservando…
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Joseph Stroud – Lendo Kaváfis sozinho na cama

Eu também me lembro do passado, meu quarto à luz de velas,e da noite em que ela entrou e tocou meu rosto com o delacom boca, língua e lábios,da noite no pomar, do aroma das frutas,seus seios – lembra, corpo?* – aquele quarto,lembra? – nossos gritos, as velas bruxuleantes? Trad.: Nelson Santander * N. do…
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Ted Kooser – Pais

Meus falecidos pais tentam se manter fora do meu caminho.Quando entro em um cômodo, eles já o deixaram,foram procurar o que precisa ser feitoem outra parte da casa, meu pai com o aspirador,minha mãe com pano de pó e o lustra-móveis. Às vezes,ouço seus velhos chinelos tamborilandopelo corredor, ou vejo por um breve instanteo que…
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Caitlyn Siehl – Uma carta ao amor

O primeiro poema que escrevi que não era sobre vocêestava todo em maiúsculascomo se estivesse tentando compensara sua ausência. Era sobre um mundo distante desteonde todas as plantas eram aterrorizantes,mas tinham poderes de cura se tivéssemos a coragemde tocá-las. O primeiro poema que escrevi que não era sobre vocêinflou a garganta como um sapo-boie implorou…
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Lisel Mueller – Isso é o que você fará

O que você fez quando a geleira cobriu sua boca com gelo quando suas escamas se desprenderam e foram deixadas no chão para se deteriorar quando você parou de trilhar as águas e começou a respirar o ar? O que você fez quando percebeu que era diferente dos outros quando foi privado de sua pelagem…

