Tag: Tempus Fugit
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Jaime Gil de Biedma – Recorda

“Recorda”, um poema de Jaime Gil de Biedma que mergulha na memória para refletir sobre a passagem irreversível do tempo, evocando a sensação de ser arrastado por um redemoinho de lembranças que conduz o passado para uma profundidade definitiva.
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T. S. Eliot – Morte Pela Água

“Morte pela água”, um poema de T. S. Eliot que narra o destino de Flibas, o Fenício, afogado no mar, usando a imagem da água para refletir sobre a fragilidade da vida, a vaidade humana e a inevitável dissolução do tempo.
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Miguel Torga – Agenda

Folheio a vidaNum calendário velho.Dias riscados, como contas pagas.Domingos de repouso,Segundas de trabalhoSábados de cansaço,Sem nenhum sentido.No abismo do nada,O nada, apenas.Quem sofreu nestas páginas vazias,Tão frias,Tão serenas? REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 04/04/2016
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Philip Larkin – Aubade

De dia, trabalho; à noite, eu meio que encho a cara.Olho o negror sem som, me levantando às quatro.Em tempo, a borda da cortina vai estar clara.Até lá, vejo aquilo que está ali, de fato:A morte infatigável, um dia mais perto,Tornando inviável todo pensamento, excetoO de onde, como e quando a minha vai chegar.Uma pergunta…
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Philip Larkin – As Árvores

As árvores se põem a enfolharComo algo quase expresso. Seus brotos,Tenros, estão se estendendo, soltos;Seu verde é uma espécie de pesar. Renascem, ou é a gente que vem aEnvelhecer? Não, morrem, por certo.O truque anual de um novo aspectoEstá inscrito nos anéis da lenha. E cada castelo móvel, no mêsDe maio, em fronde espessa, pareceDizer:…
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Jorge Luis Borges – Everness

Só uma coisa há. É o esquecimento.Deus, que salva o metal, salva a escóriaE cifra na sua profética memóriaas luas que serão e que hão sido. Já tudo está. Os mil reflexos,Que entre os dois crepúsculos do diaTeu rosto foi deixando nos espelhose os que irá deixando ainda. E tudo é uma parte do diversoCristal…
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Hayan Charara — Mais velho

“Mais velho”, um poema de Hayan Charara em que o tempo se desdobra em camadas sutis — da terra à infância, de um gato à lua — até alcançar, silenciosamente, a dor de uma ausência que persiste.
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Ellen Bryant Voigt – Prática

“Prática”, um poema de Ellen Bryant Voigt que explora, com lirismo contido, os rituais silenciosos da dor e as formas como nos preparamos — consciente ou inconscientemente — para o inominável.
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Shari Wagner – A mulher do fazendeiro muda de canal

“A Mulher do Fazendeiro Muda de Canal”, um poema de Shari Wagner que contrapõe a simplicidade de uma fé vivida na natureza à artificialidade de um discurso televisivo, revelando, com ironia sutil, a diferença entre autenticidade e engano.
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Eavan Boland – Chegamos sempre tarde demais

“Chegamos sempre tarde demais”, um poema de Eavan Boland que explora a natureza fragmentada da memória e a dolorosa distância entre o que foi vivido e o que poderia ter sido, revelando a beleza e a melancolia das lembranças que nos escapam.