Tag: Tempus Fugit
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Mário Quintana – Pequeno Poema Didático

O tempo é indivisível. Dize,Qual o sentido do calendário?Tombam as folhas e fica a árvore,Contra o vento incerto e vário. A vida é indivisível. MesmoA que se julga mais dispersaE pertence a um eterno diálogoA mais inconseqüente conversa. Todos os poemas são um mesmo poema,Todos os porres são o mesmo porre,Não é de uma vez…
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Adam Zagajewski – O velho pintor em uma caminhada

“O Velho Pintor em uma Caminhada”, um poema de Adam Zagajewski que reflete sobre as limitações da arte e da percepção diante da vastidão e do mistério do mundo em constante transformação.
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Seamus Heaney – Recesso escolar

“Recesso Escolar”, um poema de Seamus Heaney que captura com delicadeza e intensidade o impacto de um evento devastador na vida de um jovem, explorando o luto familiar através de uma narrativa íntima e comovente.
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Gerard Fanning – Ala St Charles

“Ala St Charles”, um poema de Gerard Fanning que mergulha na melancolia de um ambiente hospitalar, entrelaçando o cotidiano e o histórico em uma atmosfera onírica de fragilidade e transformação.
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Jules Supervielle – A ponta da chama

“A Ponta da Chama,” um poema de Jules Supervielle em que a busca pela prova da própria existência se desenha no gesto de tocar a luz, enquanto a morte traz um silêncio que resguarda esse mistério.
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Ansel Elkins – Autobiografia de Eva

“Autobiografia de Eva”, um poema de Ansel Elkins que, ao transitar entre o fogo e o eco, revela a história de uma mulher que, diante do desconhecido, encontra sua própria voz e se lança para além dos limites do que se espera.
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José Paulo Paes – Revisitação

Cidade, por que me persegues? Com os dedos sangrandojá não cavei em teu chãoos sete palmos regulamentarespara enterrar meus mortos?Não ficamos quites desde então? Por que insistesem acender toda noiteas luzes de tuas vitrinascom as mercadorias do sonhoa tão bom preço? Não é mais tempo de comprar.Logo será tempo de viajarpara não se sabe onde.Sabe-se…
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Lisel Mueller – Monet recusa a cirurgia

*”Monet Recusa a Cirurgia”*, um poema de Lisel Mueller sobre a luta entre a clareza objetiva e a visão artística, onde a passagem do tempo transforma o mundo em um espaço de fusões e conexões invisíveis, reveladas apenas ao olhar de quem aprendeu a ver além da superfície.
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Bruno Tolentino – Via Crucis

A Via Crucis foi uma selvageria,a Crucifixão uma brutalidade;mas em três, quatro horas, acabou a agonia,baixou a eternidade. Eu vivo aqui, crucificada noite e dia,carrego da manhã à tardeo meu lenho de opróbrio e a noite me excrucia,lenta, fria, covarde. Ah, como eu preferiaque me crucificassem de uma vez, sem o alardede algum terceiro dia!…
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Margaret Hasse – Primeiro dia de Jardim de Infância

“Primeiro dia de Jardim de Infância,” um poema de Margaret Hasse em que a despedida inocente entre mãe e filho revela, em instantes delicados, os primeiros vislumbres de independência e desapontamento.