Tag: Tempus Fugit
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Eavan Boland – Brasas

“Brasas”, um poema de Eavan Boland em que o entrelaçamento entre mito e intimidade revela segredos do tempo, do desejo e da memória, ardendo entre o que é dito e o que deve permanecer em silêncio.
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Ben Rhys Palmer – Eden, o robô jardineiro

“Eden, o robô jardineiro”, um poema de Ben Rhys Palmer que explora a delicada fronteira entre programação e autonomia, revelando, através do olhar mecânico de um robô, a beleza inesperada da transformação e a melancolia da imperfeição na natureza.
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Andrew Marvell – To His Coy Mistress, em 5 traduções

PARA SUA DAMA RECATADAtrad. Matheus “Mavericco” Houvesse tempo e espaço e então de fatoNão seria um delito este recato.Sentados, nós iríamos pensarEm só pensar no outro, e assim passar.Você, do lado indígena do Ganges,Achando rubis, e eu, pois me confrangeA dor, junto ao Humber. Décadas antesDo Dilúvio eu te juro amor, e, instantesDepois, se quiser,…
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William Shakespeare – do Macbeth (excerto)

Amanhãamanhã amanhã amanhãRasteja em passo parco dia a diaAté a última sílaba do Tempo.E os ontens, todos, só nos alumiamO fim no pó. Apaga, apaga, velaBreve!A vida é só uma sombra movel. Pobre atorQue freme e treme o seu papel no palcoE logo sai de cena. Um conto tontoDito por um idiota – som e fúria,…
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Edward Thomas – Foi-se embora, uma vez mais

“Foi-se embora, uma vez mais”, um poema de Edward Thomas que reflete sobre a inexorável passagem do tempo e memórias de juventude, tendo como pano de fundo uma antiga casa abandonada que, como o próprio narrador, carrega as marcas silenciosas de dias que não voltam mais.
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Grey Gowrie – Terceiro Dia

“Terceiro Dia”, um poema de Grey Gowrie em que a identidade se dissolve entre tubos e pranchetas, enquanto o tempo suspenso aguarda — não a morte, mas um limiar entre existência e renascimento, onde até o ar é uma promessa roubada.
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Eduardo Alves da Costa – No Caminho, com Maiakóvski

Assim como a criançahumildemente afagaa imagem do herói,assim me aproximo de ti, Maiakósvki.Não importa o que me possa acontecerpor andar ombro a ombrocom um poeta soviético.Lendo teus versos, aprendi a ter coragem. Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.Na primeira noite eles se aproximame roubam uma flordo nosso jardim.E não dizemos nada.Na segunda noite,…
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William Stafford – Sim

“Sim”, um poema de William Stafford sobre a imprevisibilidade da vida e os pequenos presentes que ela oferece, mesmo sem garantias.
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Ernest Dowson – Vitae Summa Brevis Spem Nos Vetat Incohare Longan

Vitae Summa Brevis Spem nos Vetat Incohare Longam A brevidade da vida impede que possamos acalentar longas esperanças – Horácio A alegria, o desejo, o pranto, o amorE a raiva duram pouco.Nada disso, que eu saiba, há de transporO umbral conosco. Poucos dias de rosas e de vinho:Surge num vago sonhoE logo se desfaz nosso…
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William Stafford – Como é

“Como é”, um poema de William Stafford sobre a constância em meio à mudança – uma reflexão sobre aquilo que, mesmo invisível aos outros, nos mantém no caminho.