Tag: Tempus Fugit
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William Shakespeare – do Macbeth (excerto)

Amanhãamanhã amanhã amanhãRasteja em passo parco dia a diaAté a última sílaba do Tempo.E os ontens, todos, só nos alumiamO fim no pó. Apaga, apaga, velaBreve!A vida é só uma sombra movel. Pobre atorQue freme e treme o seu papel no palcoE logo sai de cena. Um conto tontoDito por um idiota – som e fúria,…
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Edward Thomas – Foi-se embora, uma vez mais

“Foi-se embora, uma vez mais”, um poema de Edward Thomas que reflete sobre a inexorável passagem do tempo e memórias de juventude, tendo como pano de fundo uma antiga casa abandonada que, como o próprio narrador, carrega as marcas silenciosas de dias que não voltam mais.
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Grey Gowrie – Terceiro Dia

“Terceiro Dia”, um poema de Grey Gowrie em que a identidade se dissolve entre tubos e pranchetas, enquanto o tempo suspenso aguarda — não a morte, mas um limiar entre existência e renascimento, onde até o ar é uma promessa roubada.
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Eduardo Alves da Costa – No Caminho, com Maiakóvski

Assim como a criançahumildemente afagaa imagem do herói,assim me aproximo de ti, Maiakósvki.Não importa o que me possa acontecerpor andar ombro a ombrocom um poeta soviético.Lendo teus versos, aprendi a ter coragem. Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.Na primeira noite eles se aproximame roubam uma flordo nosso jardim.E não dizemos nada.Na segunda noite,…
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William Stafford – Sim

“Sim”, um poema de William Stafford sobre a imprevisibilidade da vida e os pequenos presentes que ela oferece, mesmo sem garantias.
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Ernest Dowson – Vitae Summa Brevis Spem Nos Vetat Incohare Longan

Vitae Summa Brevis Spem nos Vetat Incohare Longam A brevidade da vida impede que possamos acalentar longas esperanças – Horácio A alegria, o desejo, o pranto, o amorE a raiva duram pouco.Nada disso, que eu saiba, há de transporO umbral conosco. Poucos dias de rosas e de vinho:Surge num vago sonhoE logo se desfaz nosso…
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William Stafford – Como é

“Como é”, um poema de William Stafford sobre a constância em meio à mudança – uma reflexão sobre aquilo que, mesmo invisível aos outros, nos mantém no caminho.
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Ferreira Gullar – Anoitecer em Outubro

A noite cai, chove manso lá fora meu gato dorme enrodilhado na cadeiraNum dia qualquer não existirá mais nenhum de nós doispara ouvir nesta salaa chuva que eventualmente caia sobre as calçadas da rua Duvivier REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 23/02/2016
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Jack Gilbert – De pouco em pouco: da meia-noite às quatro da manhã

Durante as horas entre a meia-noite e a madrugada, a consciência acompanha pequenas mudanças que aproximam vida, tempo e morte. O poema transforma a vigília num movimento gradual, atento ao desaparecimento e à continuidade.
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Peter Davidson – Castelos de Setembro

“Castelos de Setembro”, um poema de Peter Davidson em que a chegada do outono evoca reflexões sobre a transitoriedade, a solidão e a memória, entrelaçando paisagens íntimas e culturais em um diálogo com o tempo e a poesia.