Tag: Solidão
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Joan Margarit – No museu

Agacha-se junto ao menino e aponta para o quadro.Com um gesto solene, comprime o punhoe tenta explicar a força queacredita ver na pintura.Esta velha obsessão de transmitiraos pequenos nossos pobres recursos.Atento, o menino observa com temor.Talvez pressinta a solidão que se ocultanos gestos, na retórica da arte.Temos sempre a verdade diante de nós,mas, assim como…
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Charles Simic – O dicionário

“O Dicionário”, um poema de Charles Simic que revela, entre palavras não ditas e luz matinal, a busca por significados ocultos na simplicidade do cotidiano.
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Juan Vicente Piqueras – História universal

“História Universal”, um poema de Juan Vicente Piqueras que reflete sobre a jornada íntima e universal do homem, capturando a beleza efêmera e as contradições profundas da vida.
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Abdellatif Laâbi – A Língua Materna

Faz vinte anos que vi minha mãe pela última vezEla se deixou morrer de fomeDizem que todas as manhãsela tirava o lenço da cabeça e batia sete vezes no chãoamaldiçoando o céu e o TiranoEu estava na cavernaonde o condenado lê nas sombrase pinta nas paredes o bestiário do futuroFaz vinte anos que vi minha…
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Joan Margarit – Inverno de 95

“Inverno de 95”, um poema de Joan Margarit sobre a complexa e silenciosa reconciliação entre passado e presente, capturando a melancolia de um encontro inevitável e as nuances da separação.
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Fatimah Asghar – Partição

você é caxemire1 até que queimem sua casa. tomem seus pomares. finquem outra bandeira. até que ninguém se lembre da estrada que leva você de volta. você é indiana até que tracem uma fronteira pelo punjab. até que os capitães britânicos cuspam paki2 enquanto bebem seu chai e adicionem tanta espuma que você não consiga sentir…
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Colette Bryce – Versão Inicial

Nosso embarcação tardou a alcançar Betsaida; os ventos nos oprimiam,rápidos e gelados, e nossas mãos estavam cheias de bolhas dos remos.Tínhamos esgotado nosso estoque de canções e gracejos, com quilômetrosainda por percorrer, quando Jesus falou: disse que estava agachado na praia, sozinho, emuma prece silenciosa, quando, ao olhar para baixo, se surpreendeu –viu sua própria…
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Joseph Stroud – Lendo Kaváfis sozinho na cama

Eu também me lembro do passado, meu quarto à luz de velas,e da noite em que ela entrou e tocou meu rosto com o delacom boca, língua e lábios,da noite no pomar, do aroma das frutas,seus seios – lembra, corpo?* – aquele quarto,lembra? – nossos gritos, as velas bruxuleantes? Trad.: Nelson Santander * N. do…
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Nathan McClain — Nighthawks, de Edward Hopper

Nighthawks*, de Edward Hopper Vê como ela está sentada perto do homemde terno azul? Vê como as mãos delesquase se tocam? Como ela me lembraminha mãe — uma mulher de vermelho tomando café. Vê?Hopper obviamente se sentia só.Por que outro motivo pintaria ela, minha mãe,sentada ali assim? E isso me faria o quê?O balconista de…
