Tag: Memória
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Ferreira Gullar – Manhã

As portas batem as toalhas voamo dia se esbaqueia como um pássaro dentro da casa(ou uma lembrançadentro da casa) Véspera do dia em que de repente enlouquecerei.
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Joan Margarit – Não jogues fora as cartas de amor

“Não jogues fora as cartas de amor”, um poema de Joan Margarit que afirma a escrita amorosa como refúgio último contra o desgaste do tempo e a erosão da própria poesia.
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Linda Gregg – Redução

Sem nem mesmo abrir o álbumpercebi de repente, dois meses depois,que você havia roubado uma foto minha,aquela colorida, nas ondas gregas.Depois de ter me machucado tanto,como você pode também subtrair-me uma fotode um tempo em que eu ainda não o conhecia?Do tempo em que eu estava com Jack?Roubar a pequena prova de que um diaeu…
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Felipe Benítez Reyes – Uma Forma de Eternidade

Então o medo era isto?Não os ameaçadoresfantasmas do pensamento e da consciência.Não os longos corredores de hospitaiscom lâmpadas fluorescentes dia e noite.Nem sequer o tremor de irrealidadeque permanece na alma se te recordas. O medo, aparentemente, é calmo: Chega quando fechas a janelae compreendes que tudo quanto vêsé o mesmo que ontem, e seráigual amanhã…
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Ada Limón – O real motivo

“O Real Motivo”, um poema de Ada Limon que parte de uma conversa aparentemente trivial sobre tatuagens para revelar uma história profunda de perda, sobrevivência e amor materno.
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Gwen Harwood – No parque

Ela se senta no parque. São antiquados os seus trajes.Duas crianças choram e brigam, puxam-lhe o babado.Uma outra traça padrões ao acaso no gramadoAlguém que há muito tempo ela amou passa – tarde demais para fingir desdém ao aceno casual.“Que prazer” blá blá blá. “O tempo sempre nos surpreende.”Da cabeça perfeita dele claramente ascendeum pequeno…
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Nuno Júdice – Réquiem por Muitos Maios

“Réquiem por Muitos Maios”, um poema de Nuno Júdice que evoca amigos boêmios marcados por excessos e autodestruição, refletindo sobre morte, saudade e a memória daqueles que viveram intensamente sem jamais compreender a própria vida.
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Albert Katz – Ao chegar aos 70

Leia “Ao chegar aos 70”, de Albert Katz, um poema espirituoso e comovente sobre envelhecimento, memória e reinvenção pessoal.
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Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: I – Noites e manhãs sem fim

Uma caminhada por paisagens gregas e americanas se converte em percurso pela memória de Michiko. Entre árvores, estradas e vento, a presença ausente acompanha o poeta e dá continuidade ao amor vivido.
