Tag: Carpe Diem
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Filodemo de Gádara – Estação da Rosa Silvestre

É a estação da rosa silvestre e da hortelã, Sosylos,a estação do grão-de-bico e dos brotos da primeira colheita,dos lambaris e dos queijos salgados, da alface-crespaem cujas novas folhas a luz transfunde um brilho quase esquecido. Ainda assim,reparaste como neste ano algo mudou?Como não fazemos mais nossas caminhadas matinaisao longo da costa onde as papoulas…
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Linda Gregg – Redução

Sem nem mesmo abrir o álbumpercebi de repente, dois meses depois,que você havia roubado uma foto minha,aquela colorida, nas ondas gregas.Depois de ter me machucado tanto,como você pode também subtrair-me uma fotode um tempo em que eu ainda não o conhecia?Do tempo em que eu estava com Jack?Roubar a pequena prova de que um diaeu…
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Patrizia Cavalli – Agora que

Agora que o tempo parece ser todo meue ninguém me chama para o almoço e para o jantar,agora que posso ficar observandocomo uma nuvem se desfaz e perde a cor,como um gato caminha pelo telhadono imenso luxo de uma exploração, agoraque cada dia me esperaa extensão sem limites de uma noiteonde não há mais apelos…
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Emily Dickinson – “Morrer por ti era pouco…”

Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta. Trad.: Augusto de Campos REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 29/06/2018 Too scanty ’twas to die for you,The merest Greek could that.The living,…
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Tishani Doshi – Poema de Amor

No fim, perderemos um ao outropara alguma coisa. Eu até preferiria algograndioso — morte ou desastre.Mas pode não ser assim.Pode ser que você saiacerta manhã para comprar cigarros,depois de fazermos amor,e nunca mais volte,ou que eu me apaixone por outro homem.Pode ser um lento deslizamento para a indiferença.Seja como for, teremos de aprendera suportar o…
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Cheryl Pearson – Contando estrelas

O cheiro de gelo nos pinheiros. Frio e verde,como uma lufada de hortelã. Suas omoplatas como asas de anjocortando a grama. Moisés dividiu as águas assim mesmo.Não foi tão milagroso quanto isto. Nós. Sua pele, a brancura dela brilhandoatravés do algodão. Você faz um círculo com o polegar e o indicador,uma lente telescópica. E diz:…
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Hayden Carruth – Ensaio

Tantos poemas sobre mortes de animais.O sapo de Wilbur, o ouriço de Kinnell, o esquilo de Eberhart,e aquele poema de alguém – Hecht? Merrill? –sobre cremar uma marmota. Mas sobretudoeu me lembro do número ultrajante deles,como se todo poeta, inclusive eu, tivesse escrito ao menosuma elegia animal; como resultado, hoje, quando cheguei a um poema…
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Juan Vicente Piqueras – O pouco que sei

Sei que o penar não vale a pena. Sei que a felicidade é indizível. Sei que o amor, essa missão selvagem,delicada, impossível, é a única formade estar neste mundo sem errar. Sei que a morte resolve tudo.Sei que a morte, não, quero dizer, a vidaé um pintassilgo em uma árvore secaou em uma amendoeira em…

