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Edward Thomas – Adlestrop

Sim, lembro-me bem de Adlestrop —Do nome, porque num certo diaDe calor o trem ali parouDo nada. Junho se consumia. O trem sibilou. Alguém tossiu.Ninguém saiu daquela estaçãoNem ali entrou. O que vi foiAdlestrop — a denominação, E salgueiros, epilóbios, grama,E erva-ulmeira, seca forragem,Não menos calmos e solitáriosDo que as nuvens altas na paisagem. E…
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Adam Zagajewski – Véspera de Ano Novo, 2004

Estás em casa ouvindogravações de Billie Holiday,que canta sonolenta e melancolicamente.Contas as horas que aindafaltam para a meia-noite.Por que os mortos cantam em pazenquanto os vivos não conseguem se libertar do medo? Trad.: Nelson Santander, a partir da versão do poema em inglês traduzido por Clare Cavanagh Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique,…
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Antonio Colinas – Envio

“Envio”, um poema de Antonio Colinas sobre o delicado ato de reviver memórias e o efêmero brilho das experiências passadas.
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Fatimah Asghar – Partição

você é caxemire1 até que queimem sua casa. tomem seus pomares. finquem outra bandeira. até que ninguém se lembre da estrada que leva você de volta. você é indiana até que tracem uma fronteira pelo punjab. até que os capitães britânicos cuspam paki2 enquanto bebem seu chai e adicionem tanta espuma que você não consiga sentir…
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Meira Delmar – Hóspede sem sombra

“Hóspede sem Sombra”, um poema de Meira Delmar sobre a efemeridade da existência, a solitude do ser e o inexorável confronto entre a paz e o conflito interior.
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Sean Thomas Dougherty – Os aposentos familiares da dor

Ocasionalmente, estou bem,embora, quando chego em casa do trabalho,ainda me sente em sua poltrona por horas sem tirar o casaco,puxando os botões que não são respostas — Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Grief’s Familiar Rooms Sometimes I am…
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José Paulo Paes – De malas prontas

“De malas prontas”, um poema de José Paulo Paes: uma reflexão íntima sobre o envelhecimento, onde o passado e o presente se entrelaçam, criando um sentimento intrigante e sereno sobre o porvir.
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Sarah Freligh – Maravilhoso

Estou voltando da escola quando o rádiofala de E.B. White1, seu aniversário, e eu saiodo aqui e agora da rodovia na hora do rush, e viajo de volta ao passado, onde minha mãe está lendopara mim e minha irmã a parte em que Charlotte2 põe seus ovose morre, e embora esta seja a quinta vez…
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Ivan Junqueira – Estamos indo embora

“Estamos indo embora”, um poema de Ivan Junqueira que evoca a transição de um ciclo de vida repleto de memórias, música e escrita, rumo a um destino desconhecido e inevitável.
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Katie Ford – Terra

Se você honrasse os mortos,lembrando onde eles morreram,a esta hora, amanhã,não haveria por onde andar. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Earth If you respect the dead and recall where they died by this time tomorrow there will be…