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Linda Pastan – Por trás do

“Busco pelo que está por trás das palavras que são ditas…” – William Stafford Por trás do “Eu te amo”reside um “adeus”.Por trás do“adeus”mora um “foi maravilhosoali no gramado, encharcadosde tanto verde,juntos”.Palavras que esperamsão escuras como sombrasnos quartos dos fundos dos espelhos:quando você levantasua mão direitaem saudação,elas levantam a esquerdaem despedida. Trad.: Nelson Santander Mais…
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Gary Snyder – Dezembro em Yase

Naquele Outubroem que escolheu ser livrena grama alta e seca junto ao pomarvocê disse “quem sabe um dia, talvez daqui a dez anos”. Terminada a universidade te visó mais uma vez. Você estava estranha.E eu obcecado com um projeto. Agora se passaram os tais dez anose até mais um pouco: eu sempre soubeonde você estava…
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Pat Boran – Desde que você se foi…

Desde que você se foi… os dias aprenderam um novo idioma,as noites falam em línguas – as vozes da chuva na janela do quarto, do vento sussurrando na rua varrida pela chuva, os canos da casa chamando,tina após tina de água. A perda descobre novas cançõesem antigos instrumentos. Trad.: Nelson Santander Since You Left… the…
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Yehuda Amichai – O Corpo é a Causa do Amor

Primeiro o corpo é a causa do amordepois a fortaleza que o protegepor fim seu cárcere.E quando o corpo morre, o amor jorracaudalosamentecomo de um caça-níqueis clandestino quebradojorram de súbitocom estrondotodas as moedas de geraçõese gerações entregues à própria sorte. Trad.: ? REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 19/02/2017
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Joseph Hillman – Para capturar a mim mesmo

Para capturar a mim mesmoeu devo cavar um buraco Perfurar a película quesepara a vida da morteCom pá, pá de corteou mãos afiadas Fazer a terra desabrocharEm uma floração de preto e ocre Permitir que os muros se ergamao meu redor comodesmoronadoscortinadosengolindo-me inteiroenquantovou maisfundo Mais fundonaquele buraco Tão fundo quenão posso sairnovamentee tenho queviver oresto…
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Wislawa Szymborska – Retornos

Voltou. Não disse nada.Mas estava claro que teve algum desgosto.Deitou-se vestido.Cobriu a cabeça com o cobertor.Encolheu as pernas.Tem uns quarenta anos, mas não agora.Existe – mas só como na barriga da mãena escuridão protetora, debaixo de sete peles.Amanhã fará uma palestra sobre a homeostasena cosmonáutica metagaláctica.Por ora dorme, todo enrodilhado. Trad.: Regina Przybycien REPUBLICAÇÃO: poema…
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Mary Oliver – Pesado

Naquela vezpensei que não poderiachegar mais perto do lutosem morrer cheguei mais perto,e não morri.Certamente Deusteve sua mão nisso, e também os amigos.Ainda assim, eu estava curvada,e meu riso,como disse o poeta, não estava em lugar nenhum.Então meu amigo Daniel disse(valente mesmo entre os leões):“Não é o peso que você carrega mas como você o…
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John Keats – Ode sobre a Indolência

I Numa certa manhã eu vi as três as figuras, Curvadas, de perfil, mãos juntas, uma a uma,Seguindo atrás da outra, mudas e seguras, Sandálias suaves, vestes alvas, pés de pluma;Como formas de mármore em alto-relevo Sobre uma urna, foram-se, ao girar a face Do vaso; mas voltando ao ângulo anterior,Mostraram-se mais uma vez como…
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Ciaran O’Driscoll – Por favor, permaneça na linha

Este é o futuro, minha esposa diz.Nós já estamos lá, e é exatamente como o presente. Seu futuro, aqui, ela diz.E estou falando com um robô ao telefone.O robô está me dando inúmeras opções,nenhuma das quais atende às minhas necessidades.Ótimo, diz o robôquando eu lhe dou o número do meu telefone.E Excelente, diz o robôquando…
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Yehuda Amichai – Outra Vez o Amor Terminou

Outra vez o amor terminou, como uma boa safra de laranjas,ou como uma boa temporada de escavações, que extraiu das profundezascoisas comovidas que buscavam o esquecimento. Outra vez o amor terminou. E como depois de se demoliruma casa grande e retirar os escombros, visitamoso terreno vazio e quadrado e dizemos: como era pequenoo lugar onde…