Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Brenda Shaughnessy – Eu tenho uma máquina do tempo

Mas, infelizmente, ela só pode viajar para o futuroa uma velocidade de um segundo por segundo, o que parece lento para os físicos, para os comitêsde financiamento e até para mim. Mas eu consigo chegar lá – dia após dia – ao próximomomento e ao seguinte. O problema é que não consigo desligá-la. Continuo avançando…
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Jen Lambert – Um grande cômodo vazio

Quando recebemos o resultado, meu pai me envia uma mensagem.Ele diz que deveríamos esperar para contar a ela.Ele diz: deixe-a ter mais um Natal feliz,o que significa que ele quer ter mais um Natal feliz,o que significa que ele está com medo. É por telefone que damos a notícia a ela.Nossas vozes, simples vibraçõesque lançamos…
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Theodore Roethke – O campo distante

I Sonho com viagens repetidamente:Em voar como um morcego por um túnel estreitoEm dirigir sozinho, sem bagagem, por uma longa penínsulaA estrada ladeada por uma vegetação rala carregada de neve,Uma neve fina e seca atingindo o para-brisas,Neve e granizo alternados, nenhum tráfego em sentido contrário,E nenhuma luz atrás, no embaçado espelho lateral,A estrada mudando de…
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Wendell Berry – Antes do Anoitecer

“Antes do Anoitecer”, de Wendell Berry: uma observação lírica e contemplativa da natureza, que explora a interação entre o observador e a cena natural.
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Franz Wright – Missa das cinco

A igreja é um navio em uma tempestade de neve que se dissipa;feixes de luz adentrando pelos vitrais azuis.Já é quase noite e começa a clarear!O planeta também está à derivaem uma infinita nevasca de estrelas –onde a maioria de nós está doentee faminta na turbulenta escuridão, e os quecelebram lá em cimatambém não sabem…
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Joseph Stroud – Primeira Canção

“Primeira Canção”, um poema de Joseph Stroud que evoca uma memória delicada e etérea de um momento passado, explorando a interseção entre a beleza natural e a transformação emocional à luz de uma noite silenciosa.
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Alberto Ríos – Manhã de dezembro no deserto

Leia “Manhã de dezembro no deserto”, de Alberto Ríos, um poema contemplativo sobre o cosmos, a natureza e o espanto diante da existência.
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Abdellatif Laâbi – A Língua Materna

Faz vinte anos que vi minha mãe pela última vezEla se deixou morrer de fomeDizem que todas as manhãsela tirava o lenço da cabeça e batia sete vezes no chãoamaldiçoando o céu e o TiranoEu estava na cavernaonde o condenado lê nas sombrase pinta nas paredes o bestiário do futuroFaz vinte anos que vi minha…
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Mary Oliver – Robert Schumann

Mal passa um dia sem que eu pense neleno hospício: mais jovem do que sou agora, trilhando a longa estradada loucura em direção à morte. Sua música explode pelo mundo todo, de um modo que ele nunca imaginou. E agora compreendoalgo tão assustador e maravilhoso – como a mente se apega ao caminho conhecido, precipitando-sepelos…
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Linda Pastan – Funeral Outonal

Funeral Outonal Para AgO mundo está se despindode suas mil peles.A cobra fica nua,e as agulhas do pinheiro caem como dentes de um pente partido.Os fantasmas das folhas mortasnão assombram ninguém. Impossívelentregá-lo ao tempo,deixá-lo aprisionado em uma árvore morta.Nenhuma metafísica nos preparoupara o simples ato de nos virarmose partirmos. Trad.: Nelson Santander Mais do que…