Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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A. E. Housman – De “A Shropshire Lad”, Canto XL

Canto XL (de “Um Rapaz de Shropshire”) Em meu coração, sopra uma brisa assassina Oriunda de uma longínqua região: Aqueles pináculos, aquelas colinas Da memória, aquelas fazendas, o que são? Esta é a terra das perdidas substâncias Eu enxergo suas planícies a brilhar, As estradas felizes de minhas andanças Para as quais, entretanto, eu não posso voltar. Trad.:…
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Patrick Kavanagh – Raglan Road

Na Raglan Road1, em um dia de outono, uma vez a conheci e sabiaQue suas mechas escuras lançariam uma urdidura que me apanharia;Eu enxerguei o perigo, mas continuei pela viela encantada,E disse: que a aflição seja uma folha no chão ao despontar da alvorada. Na Grafton Street, em novembro, caminhamos com leveza pelo beiralDa grota…
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Kim Addonizio – Comendo juntas

Sei que minha amiga está partindo,embora ela ainda esteja sentadaà minha frente no restaurantee se incline sobre a mesa para mergulharseu pão no azeite do meu prato; seicomo o cabelo dela costumava ser espesso,e o que custa para ela deixar de ladoseu boné masculino no meio da refeição,olhar diretamente para o jovem garçome sorrir quando…
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Ellen Bass – A bancada da cozinha

Hoje ouvi uma jovem declamar um poemaem que o marido ergue seu traseiro nusobre a bancada da cozinhae, na próxima linha, abre suas pernas. O casamento tem problemas. Talvez já estejam divorciados.Mas de repente lamento o fato de quenunca ninguém tenha erguido meu traseiro nu sobre uma bancada de cozinha. Nem quando meu traseiro trotava…
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Franny Choi – Pós-morte

Para responder à sua pergunta, sim, me vejo querendo cada vez menos transar com o rapaz morto que foi meu antes de não ser mais nada. Ele é nove anos mais novo do que eu agora – um garoto que ainda fuma baseados em seu dormitório; o que quero dizer é que ele não faz…
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Rosemerry Wahtola Trommer – Observando minha amiga fingir que seu coração não está partido

“Observando minha amiga fingir que seu coração não está partido”, um poema de Rosemerry Wahtola Trommer que compara a densidade da dor emocional ao peso de uma estrela de nêutrons, refletindo sobre o sofrimento invisível e a necessidade de tratar uns aos outros com profunda ternura.
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Edward Thomas – Adlestrop

Sim, lembro-me bem de Adlestrop —Do nome, porque num certo diaDe calor o trem ali parouDo nada. Junho se consumia. O trem sibilou. Alguém tossiu.Ninguém saiu daquela estaçãoNem ali entrou. O que vi foiAdlestrop — a denominação, E salgueiros, epilóbios, grama,E erva-ulmeira, seca forragem,Não menos calmos e solitáriosDo que as nuvens altas na paisagem. E…
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Adam Zagajewski – Véspera de Ano Novo, 2004

Estás em casa ouvindogravações de Billie Holiday,que segue cantando, melancólica, sonolenta.Contas as horas que aindate separam da meia-noite.Por que os mortos cantam em pazenquanto os vivos não conseguem se libertar do medo? Trad.: Nelson Santander, a partir da versão do poema em inglês traduzido por Clare Cavanagh Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique,…
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Fatimah Asghar – Partição

você é caxemire1 até que queimem sua casa. tomem seus pomares. finquem outra bandeira. até que ninguém se lembre da estrada que leva você de volta. você é indiana até que tracem uma fronteira pelo punjab. até que os capitães britânicos cuspam paki2 enquanto bebem seu chai e adicionem tanta espuma que você não consiga sentir…
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Sean Thomas Dougherty – Os aposentos familiares da dor

Ocasionalmente, estou bem,embora, quando chego em casa do trabalho,ainda me sente em sua poltrona por horas sem tirar o casaco,puxando os botões que não são respostas — Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Grief’s Familiar Rooms Sometimes I am…