Categoria: Poema
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Mary Oliver – Robert Schumann

Mal passa um dia sem que eu pense neleno hospício: mais jovem do que sou agora, trilhando a longa estradada loucura em direção à morte. Sua música explode pelo mundo todo, de um modo que ele nunca imaginou. E agora compreendoalgo tão assustador e maravilhoso – como a mente se apega ao caminho conhecido, precipitando-sepelos…
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Joan Margarit – A perda a inocência

Não escrevas tuas memórias.Elas lançarão a teus pés aquele que foste,como um cadáver inimigo.Quando o passado se torna mentirapouco resta para levar contigo:uma convicção inútil e indigna,alguma equivocada crueldade. Quase nadasobre o que tenhas que voltar a falar.A alegria de um velho é o silêncio. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência.…
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Jules Laforgue – O silêncio azul

“O silêncio azul”, um poema de Jules Laforgue sobre a efemeridade da existência humana diante da imensidão do universo, onde a vida e suas criações se perdem no vasto silêncio do tempo e do espaço.
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Linda Pastan – Funeral Outonal

Funeral Outonal Para AgO mundo está se despindode suas mil peles.A cobra fica nua,e as agulhas do pinheiro caem como dentes de um pente partido.Os fantasmas das folhas mortasnão assombram ninguém. Impossívelentregá-lo ao tempo,deixá-lo aprisionado em uma árvore morta.Nenhuma metafísica nos preparoupara o simples ato de nos virarmose partirmos. Trad.: Nelson Santander Mais do que…
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Partricia McKernon Runkle – Ao encontrar alguém em luto profundo

Descalce os sapatose coloque-os junto à porta. Adentre descalçonesta capela escura, esvaziada pela perda,santificada pela dor, com suas paredese piso de pedra cinzenta. Você, congregaçãode uma pessoa, está aqui para ouvir,não para cantar. Ajoelhe-se no último banco,fique em silêncio. Deixe as velasfalarem. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e…
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Sharon Olds – Volto a maio de 1937

Vejo-os parados nos portões solenes de suas faculdades,vejo meu pai caminhandosob o ocre arco de arenito, os azulejos vermelhos brilhando como placasde sangue atrás de sua cabeça,vejo minha mãe carregando alguns livros levesparada ao pé do pilar feito de pequenos tijolos,o portão de ferro fundido ainda aberto atrás dela, aspontas afiadas brilhando no ar de…
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Wislawa Szymborska – Sobre a morte sem exagero

“Sobre a morte sem exagero”, um poema de Wisława Szymborska que apresenta uma reflexão crítica e irônica sobre a morte e sua natureza.


