Categoria: Poema
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Adam Zagajewski – Improviso

Em “Improviso”, Adam Zagajewski nos convida a refletir sobre a complexa beleza da existência humana, com suas nuances de alegria e tristeza, esperança e desilusão. Através de imagens vívidas e linguagem acessível, o poeta nos guia por uma jornada que celebra a arte, a memória e a busca incessante por significado em meio à impermanência…
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Lawrence Ferlinghetti – Allen Ginsberg morrendo

“Allen Ginsberg Morrendo”, um poema de Lawrence Ferlinghetti em que a iminência da morte de um grande poeta se entrelaça com a ressonância de sua voz e legado, revelando uma íntima conexão entre a vida, a arte e o inevitável fim.
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Sharon Olds – Sexo sem amor

Como conseguem fazer isso, os que fazem amorsem amor? Belos como bailarinos,deslizando um sobre o outro como patinadoresno gelo, dedos enganchadosnos corpos um do outro, rostosvermelhos como carne, vinho, molhados como ascrianças recém-nascidas que serão entregues pelasmães. Como eles conseguem chegar achegar a chegar a Deus chegar àságuas calmas e não amaraquele que chegou até…
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Billy Collins – Esquecimento

*”Esquecimento”*, um poema de Billy Collins sobre o deslizar sutil das lembranças para longe, onde o que antes era familiar se transforma em uma névoa distante e inexplicável.
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Mary Oliver – Hospital Universitário de Boston

As árvores no gramado do hospitalsão frondosas e exuberantes. Elas tambémrecebem os melhores cuidados,como você e os muitos anônimos,nos quartos limpos acima desta cidade,onde dia e noite os médicos continuamchegando, onde máquinas intrincadasregistram com fria devoçãoo sussurro do sangue,o lento remendar dos ossos,o desespero da mente. Quando venho visitá-lo e saímosà luz de um dia…
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Carlos Drummond de Andrade – A bruxa

Nesta cidade do Rio,de dois milhões de habitantes,estou sozinho no quarto,estou sozinho na América. Estarei mesmo sozinho?Ainda há pouco um ruídoanunciou vida ao meu lado.Certo não é vida humana,mas é vida. E sinto a bruxapresa na zona de luz. De dois milhões de habitantes!E nem precisava tanto…Precisava de um amigo,desses calados, distantes,que leem verso de…
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Roberto Juarroz – Assim como não podemos

Assim como não podemossustentar por muito tempo um olhar,tampouco podemos sustentar por muito tempo a alegria,a espiral do amor,o gratuidade do pensamento,a terra em suspensão no cântico. Não podemos sequer sustentar por muito tempoas proporções do silêncioquando algo o visita.E menos aindaquando nada o visita. O homem não pode sustentar por muito tempo o homem,nem…
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Joan Margarit – No museu

Agacha-se junto ao menino e aponta para o quadro.Com um gesto solene, comprime o punhoe tenta explicar a força queacredita ver na pintura.Esta velha obsessão de transmitiraos pequenos nossos pobres recursos.Atento, o menino observa com temor.Talvez pressinta a solidão que se ocultanos gestos, na retórica da arte.Temos sempre a verdade diante de nós,mas, assim como…
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Sharon Olds – Tudo

A maioria de nós jamais foi concebida.Muitos de nós nunca nascemos —sobrevivemos em um mar solitário por horas,semanas, com membros extras ou ausentes,ou segurando nos braços nossa pobre segunda cabeça,que brota de nosso peito. E muitos de nós,frutos do mar em seu caule, sonhando com algase búzios, somos eliminados em nossos primeiros meses.E alguns que…
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Michael Krüger – Discurso do homem lento

“Discurso do Homem Lento”, um poema de Michael Krüger que reflete sobre a inexorável marcha do tempo e a relação entre a história e a individualidade.