Categoria: Poema
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Maria Popova – Último da Espécie

O chilrear sincopadodo último Moho braccatus –um pequeno pássarohavaiano já extinto –foi extraído de uma bobinano arquivo de som da biblioteca britânica.Depois que séculos de humanossilenciaram sua espécie com a civilização,depois que um furacãomatou a última fêmea em 1982,só restou ele para cantar a canção final de sua espécie —um chamado de acasalamento paraum mundo…
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James Davis May – Rubra em dente e garra

Mesmo na noite em que meu amigo morreu1 e 2 depois de uma longa doença —não vou usar a palavrabatalha,mas o câncer tinha sumido,e então voltou, como o assassino de algum filmes de terror —mesmo naquela noite, a gata selvagem, aquelabranca e felpuda e às vezes afável,ainda atravessava em silêncio a entrada de nossa garagem,dos…
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Joan Margarit – Inverno de 95

“Inverno de 95”, um poema de Joan Margarit sobre a complexa e silenciosa reconciliação entre passado e presente, capturando a melancolia de um encontro inevitável e as nuances da separação.
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Linda Pastan – Flores Silvestres

Você me deu dentes-de-leão.Eles tomaram nosso jardimpor direito de ocupação —sóis redondos surgindoem abril, delicadas luasretirando-se em junho.Você me deu sapatinhos-de-dama,sanguinárias, serralhas,trillium cujo número secretoas crianças que você me deucontam. Na hierarquiadas flores, as silvestresse erguem em seus caulespara serem nomeadas.Chame-as de ervas daninhas.Eu as colho como colhi você,por sua alegria feroze indisciplinada. Trad.: Nelson…
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Manuel António Pina – Eugénio de Andrade no seu leito de morte

“Eugénio de Andrade no seu leito de morte”, um poema de Manuel António Pina
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Thomas Ligotti – Memento

Você pretendia cuidar de tudoe organizar seus assuntos.Mas o inesperado aconteceue não houve tempo. Mais tarde, os entes queridos vieram,se desfizeram de algumas coisase deixaram outras de lado:lembranças ou objetos de valor. Eles choraram por um velho penteque ainda tinha alguns cabelosenrolados entre os dentes.Mas também riram um pouco. Então alguém encontrou o que você…
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Henry Reed – A nomeação das peças

“A nomeação das peças”, um poema de Henry Reed que revela, através de um jogo sutil entre o técnico e o poético, a tensão entre a brutalidade da guerra e a serenidade da natureza.
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William Stafford – Viajando na Escuridão

Viajando na escuridão, encontrei um cervomorto à margem da estrada junto ao Rio Wilson.Geralmente é melhor rolá-los para o cânion:aquela estrada é estreita; desviar pode deixar mais mortos. À luz da lanterna traseira, fui aos tropeços até atrás do carroe parei junto àquela massa, uma corsa, morta havia pouco;ela já enrijecera, quase fria.Arrastei-a para fora…
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Linda Gregg – Em louvor à primavera

O dia é tomado por tudo e se completa.Saio, entro, e saio novamente, confundidapor uma beleza que não conhece a espera,correndo como fogo. Todas as coisas se movem mais rápidoque o tempo e, assim, criam uma quietude. Minha mentese inclina para trás e sorri, sem ter nada a dizer.Mesmo à noite, saio com uma luz…
