Categoria: Poema
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Ferreira Gullar – Manhã

As portas batem as toalhas voamo dia se esbaqueia como um pássaro dentro da casa(ou uma lembrançadentro da casa) Véspera do dia em que de repente enlouquecerei.
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Joan Margarit – Não jogues fora as cartas de amor

“Não jogues fora as cartas de amor”, um poema de Joan Margarit que afirma a escrita amorosa como refúgio último contra o desgaste do tempo e a erosão da própria poesia.
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Richard Siken – Mundo visível

A luz do sol derramando-se sobre a sua pele, sua sombra plana na parede. O amanhecer partia os ossos do seu coração como gravetos. Você não esperava por isso, o quarto se tornando branco, a luz astronômica golpeando-o em uma torrente de punhos. Você levou a mão ao rosto como se para escondê-lo, os dedos…
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Linda Gregg – Redução

Sem nem mesmo abrir o álbumpercebi de repente, dois meses depois,que você havia roubado uma foto minha,aquela colorida, nas ondas gregas.Depois de ter me machucado tanto,como você pode também subtrair-me uma fotode um tempo em que eu ainda não o conhecia?Do tempo em que eu estava com Jack?Roubar a pequena prova de que um diaeu…
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Patrizia Cavalli – Agora que

Agora que o tempo parece ser todo meue ninguém me chama para almoçar ou jantar,agora que posso ficar observandocomo uma nuvem desbota e se desfaz,como um gato atravessa o telhadono imenso luxo de uma aventura, agoraque todos os dias me esperaa duração ilimitada de uma noite,onde não há mais apelos e nem razãopara me despir…
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Emily Dickinson – “Morrer por ti era pouco…”

Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta. Trad.: Augusto de Campos REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 29/06/2018 Too scanty ’twas to die for you,The merest Greek could that.The living,…
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Tishani Doshi – Poema de Amor

No fim, perderemos um ao outropara alguma coisa. Eu até preferiria algograndioso — morte ou desastre.Mas pode não ser assim.Pode ser que você saiacerta manhã para comprar cigarros,depois de fazermos amor,e nunca mais volte,ou que eu me apaixone por outro homem.Pode ser um lento deslizamento para a indiferença.Seja como for, teremos de aprendera suportar o…
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Antonia Pozzi – Novembro

E depois – quando eu partirrestará alguma coisade mimno meu mundo –restará um fino rasto de silênciono meio das vozes –um ténue sopro de brancono coração do azul – E numa noite de Novembrouma menina frágilà esquina de uma ruavenderá braçadas de crisântemose lá estarão as estrelasgélidas verdes distantes –Alguém choraráem algum lugar – em…
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Leah Silvieus – Espécies invasoras

Algo terrível aconteceu hoje, eu digoe meu marido corre até mim procurando por sinais de ferimentos. Não quero contar-lhe o resto:de como encontrei uma rã-arborícola na canaleta do vidro da portado nosso carro, olhando para cima com o que eu então imagineiser um olhar de esperança, como a persuadi a entrar em um saco de…
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Renata Correia Botelho – o vento a rondar os dragoeiros

O Vento a Rondar os Dragoeiros, um poema de Renata Correia Botelho